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O Ebook do Estagiário (por R$ 3,99)


Fatos Ribeirão-Pretanos – Lista de Posts

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A coluna “Fatos Ribeirão-Pretanas” é uma publicação semanal que teve início em 25 de setembro de 2014. Apresenta-se abaixo a lista dos textos publicados até o momento, para a coluna.

Lista de textos

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9 livros que todo estudante de direito deve ler

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Leia também:
“Kindle e os estudantes de direito” para saber porque o Kindle, da Amazon, deveria ser pensado como uma ferramenta para estudar melhor.

Há bastante tempo notei que os estudantes de direito costumam buscar na internet informações sobre livros importantes que deveriam ler, para tornar-se bons alunos na faculdade, aproveitar melhor o curso e planejar melhor a carreira futura. Por isso, neste post, eu reuni 9 sugestões de livros que, acredito, todo estudante de direito deve ler o quanto antes.

Man reading book

“Man reading book”, por Alan Cleaver, no Flickr (licença CCBY). Quem duvida que a leitura nos faz companhia?

Não são todos livros da área jurídica, mas são livros que posso afirmar serem fundamentais para um bom desempenho durante a faculdade e depois dela. Alguns desses livros eu gostaria de ter conhecido enquanto eu estava na faculdade, e tenho certeza de que você poderá aproveitá-los muito bem.

Incluí junto às sugestões, links para comprar os livros no site da Livraria Cultura, facilitando o seu acesso aos títulos. Os links são do tipo “afiliados”, mas cabe a você escolher comprar onde eu recomendei ou em outro lugar de sua preferência.

1 – “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” (Dale Carnegie)

Este é apenas um dos livros de Dale Carnegie que recomendo. Se você ainda não percebeu, deve começar a perceber que o curso de direito leva você a um mundo onde se exige um bom relacionamento com as pessoas. Normalmente, a faculdade não vai ensinar isso a você. Mas, a vida mostrará o quanto é necessário saber lidar com as pessoas, estabelecer e manter contatos e aprender a trazer as pessoas para o seu modo de pensar. “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” é um grande clássico, e você deve levá-lo muito a sério. Coloquei o livro na primeira posição de propósito, pois a leitura é incrivelmente leve e agradável, de modo que, assim que você tiver o livro em mãos, já poderá começar a dar mais passos adiante, numa nova postura diante das relações humanas.

Um trecho do livro: “Assim, como eu já disse, Lincoln atirou a carta para o lado, porque aprendera, numa dura experiência, que as críticas violentas e as repreensões redundam sempre em futilidade.”

Compre “Como Fazer Amigos e Influenciar pessoas” no Submarino

2 – “A Arte de Fazer Acontecer” (David Allen)

Você já sabe que cursar a faculdade de direito não é simplesmente ir lá. É uma coisa que realmente mexe com a sua vida, em todos os níveis imagináveis. Será que você está preparado para lidar com uma infinidade de livros, materiais, datas e tarefas, além de anotações, provas, objetivos pessoais e a organização dos seus sonhos? David Allen o ajuda a lidar com questões de organização pessoal ou, mais precisamente, como cuidar para que tudo o que você precisa fazer seja, realmente, feito.

Um trecho do livro: “Pelo menos uma porção da sua mente é realmente meio estúpida, de uma forma interessante. Sim, porque se tivesse qualquer inteligência inata, ela só o lembraria das coisas que você precisa fazer na hora que você pudesse agir em relação a elas.”

Compre “A Arte de Fazer Acontecer” no Submarino.

3 – “A Arte da Guerra” (Sun Tzu)

Em primeiro lugar, sejamos a favor da PAZ! Vamos dizer não à guerra, pois o que precisamos é de uma vida mais digna, sem violência, sem destruição. Agora, em termos de conhecimento estratégico, preparo e postura diante de situações difíceis, você não vai querer se colocar como vítima ou uma mera peça a ser descartada pela força implacável de conjunturas turbulentas. Por isso, compre um exemplar de “A Arte da Guerra” e estude-o. Há muitas lições e uma profunda filosofia nas palavras do livro.

Assista a um vídeo:

Compre “A Arte da Guerra de Sun Tzu” no Submarino (observação: a versão recomendada neste link é a que contém comentários de Tao Hanzhang, mas existem muitas edições diferentes para você escolher).

4 – “Teoria Geral do Processo” (Cintra, Grinover e Dinamarco)

Um livrinho que vai te ajudar muito, especialmente no início da faculdade. Foi um dos meus livros preferidos na faculdade, e possibilitou que eu tivesse uma noção muito mais precisa de todo o funcionamento da Justiça, e não apenas do processo judicial. Fala, entre outras coisas interessantes, sobre a organização judiciária, incluindo, claro, as funções do STJ e do STF, e ainda sobre serviços auxiliares da Justiça, Ministério Público, advogados públicos e particulares e muito mais. Recomendo que você faça uma primeira leitura corrente e integral, sem muita preocupação em memorizar, mas sim em tomar conhecimento do conteúdo do livro. Tenho certeza de que, depois disso, você terá uma sensação de up na sua “auto-estima jurídica”.

Um trecho do livro: “No atual estágio dos conhecimentos científicos sobre o direito, é predominante o entendimento de que não há sociedade sem direito: ubi societas ibi jus. Mas ainda os autores que sustentam ter o homem vivido uma fase evolutiva pré-jurídica formam ao lado dos demais para, sem divergência, reconhecerem que ubi jus ibi societas; não haveria, pois, lugar para o direito, na ilha do solitário Robinson Crusoé, antes da chegada do índio Sexta-Feira.”

Somente para este livro não colocarei o link para compra, pois é um livro que ter novas edições sendo publicadas frequentemente. Procure certificar-se de que está comprando a edição mais recente.

5 – “Um Pilar de Ferro” (Taylor Caldwell)

Trata-se da história romanceada sobre a vida de Marco Túlio Cícero, orador e advogado na Roma Antiga. É interessantíssimo verificar que as coisas aconteciam na Roma de milhares de anos atrás de uma forma praticamente idêntica ao que acontece hoje, na sociedade em que vivemos. Neste livro, você poderá conhecer algumas cenas da vida de Cícero, como a sua contratação para trabalhar num escritório de advocacia famoso, a contratação em cargos públicos como forma de minimizar o poder das críticas, o uso de discursos honestos e patrióticos para esconder a podridão da política e até uma defesa criminal em que Cícero faz uma saída espetacular.

Compre “Um Pilar de Ferro” no Submarino.

6 – “Teoria da Norma Jurídica” (Norberto Bobbio)

Então você queria alguma coisa mais densa, mais struggling para se sentir como a Legalmente Loira quando decidiu mergulhar de corpo e alma nos estudos em Harvard e provar que poderia ser uma grande estudante de direito e futura brilhante advogada? Então vamos a Turim. Esta sugestão de livro e a próxima, são destinadas a ajudar que você conheça a dinâmica da normativa jurídica, de um ponto de vista mais sistemático, classificando e explicando as normas jurídicas e suas características, bem como do ordenamento jurídico como um todo. Os dois livros se complementam, então leia os dois.

Um trecho do livro: “A relação jurídica é caracterizada não pela matéria que constitui seu objeto, mas pelo modo com que os sujeitos se comportam um em face do outro. E se exprime também desta maneira: o que caracteriza a relação jurídica não é o conteúdo, mas a forma. E isto significa: não se pode determinar se uma relação é jurídica com base nos interesses em jogo; pode-se determiná-la apenas com base no fato de ser ou não regulada por uma norma jurídica.”

Compre “Teoria da Norma Jurídica” na Livraria Cultura.

7 – “Teoria do Ordenamento Jurídico” (Norberto Bobbio)

Este livro, como vimos, complementa a sugestão anterior. Ele explica o direito do ponto de vista do ordenamento jurídico, iniciando com um capítulo intitulado “Da norma jurídica ao ordenamento jurídico”. Os capítulos seguintes falam sobre a unidade, a coerência e a completude do ordenamento jurídico, e ainda há um interessante capítulo sobre as relações entre os ordenamentos jurídicos.

Um trecho do livro: “A coerência não é condição de validade, mas é sempre condição para a justiça do ordenamento. É evidente que quando duas normas contraditórias são ambas válidas, e pode haver indiferentemente a aplicação de uma ou de outra, conforme o livre-arbítrio daqueles que são chamados a aplicá-las, são violadas duas exigências fundamentais em que se inspiram ou tendem a inspirar-se os ordenamentos jurídicos: a exigência de certeza (que corresponde ao valor da paz ou da ordem), e a exigência de justiça (que corresponde ao valor da igualdade).”

Compre “Teoria do Ordenamento Jurídico” no Submarino.

8 – “O Primeiro Ano – Como se faz um Advogado” (Scott Turow)

A síntese do conteúdo do livro fala por si só: o autor conta as suas experiências como aluno do primeiro ano da faculdade de direito de Harvard. Uma vez questionei uma professora da faculdade no seguinte sentido: por que nos Estados Unidos a faculdade de direito é de apenas 3 anos? Acho que a discussão era sobre o preparo dos alunos, esta famosa (e terrível) desculpa para impor mais carga nas costas dos estudantes que querem vencer na carreira, tais como longas horas de aulas e o próprio Exame de Ordem, o qual ninguém duvida que não serve para avaliar ninguém. O principal motivo que me faz recomendar o livro de Turow é o de que se trata de uma oportunidade de ter algum contato com uma realidade diferente, a partir do ponto de vista de quem viveu na pele a experiência.

No momento em que publico este post, o livro se encontra esgotado, segundo o site da Livraria Cultura.

9 – “Manual de Redação da Presidência da República” (Brasil)

Se você está cursando uma faculdade de direito, deve saber que a escrita é o seu principal instrumento de trabalho. É preciso ter em mente que há formas de escrever para cada contexto. É diferente escrever um texto jurídico num blog e compor uma peça processual, por exemplo. Escrever de forma efetiva e apropriada é uma competência que o jurista deve desenvolver sempre, ao longo de toda a sua vida. O estudante de direito pode recorrer a este livro desde logo, para treinar suas habilidades. Além do mais, o manual tem uma infinidade de dicas e explicações que valem para qualquer situação. Estudando este manual, certamente a redação em provas de faculdade, concursos e peças processuais terá mais qualidade. O manual é gratuito e está disponível na Internet. Adicionalmente, consulte os manuais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

“Manual de Redação da Presidência da República”
“Manual de Redação” (Câmara dos Deputados)
“Manual de Redação Parlamentar e Legislativa” (Senado Federal)

E você, tem algum livro que mudou a sua vida de estudante de direito e sobre o qual você gostaria de compartilhar suas reflexões?

(Atualização do post em 30 de janeiro de 2014).

10 – BÔNUS: O Ebook do Estagiário

ebook_estagiarioAlém dos nove livros listados neste post, acrescento um singelo e-book que me deu algum trabalho para escrever e que, finalmente, consegui publicar: O Ebook do Estagiário. Escrevi este livro pensando na dificuldade que o estudantes de direito têm de encontrar um livro simples e conciso que os oriente sobre as regras básicas do estágio, que é uma fase importante da vida acadêmica, com efeito altamente relevante para o futuro profissional. Embora a inspiração para escrever o livro tenha sido o âmbito acadêmico jurídico, o seu conteúdo é mais abrangente, servindo para o público que se interessa pelas normas do estágio no Brasil, em qualquer área e em qualquer nível educacional. No livro (cuja primeira edição custa R$ 3,99), além de analisar a Lei do Estágio vigente no Brasil, faço ainda uma lista de atitudes vencedoras, para que o estagiário tire o melhor proveito possível da experiência de estágio. Ao final do livro, está a íntegra da Lei do Estágio (Lei 11.788/2008), para que o leitor tenha acesso fácil a esta referência. Espero que o livro agrade a todos!

(Atualização do post em 10 de novembro de 2014)

10 é pouco? Então vamos a mais indicações!

Chegamos até aqui, com mais de 45 mil acessos a esta singela lista de livros em pouco mais de 1 ano! Meus estimados leitores têm recebido de braços abertos as indicações dos 9 (+1) livros que, na minha opinião, todo estudante de direito deveria ler.

Mas, seriam dez livros o suficiente para os estudantes? A insaciável sede por conhecimento mostra que não! O estudantes querem mais! Portanto, aqui vão mais livros importantes para o estudante de direito (com links afiliados para compra na Livraria Cultura!)

Obs.: alguns livros são editados por diversas editoras ao mesmo tempo. Os links indicados são sugestões, mas você pode procurar outras edições que preferir.

Nota: mais livros serão incluídos em breve.

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O porteiro cristão (Fatos Ribeirão-Pretanos #9)

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Walter é o nome fictício que escolhi para esta figura: um homem grande, corpulento e, para quem não conhece, realmente amedrontante. Começaram a falar mais dele na sua ausência e ele próprio passou a se fazer mais presente, embora nada tenha mudado na sua rotina de trabalho como porteiro de uma unidade médica de emergência, em Ribeirão Preto.

predios-noite

Palestinos entraram nesses dias numa sinagoga em Jerusalém. Houve mortes, efetuadas com armas de fogo e outros instrumentos. Dizem as notícias que houve gritos de que tudo estava sendo feito por Deus. Você sabe, a sinagoga é o templo religioso dos judeus, assim como uma igreja é para os cristãos e uma mesquita é para os muçulmanos.

Não conheço – e isto é evidente, pois vivo na região nordeste do Estado de São Paulo – a realidade diária da guerra religiosa que está acontecendo no oriente médio. Aliás, não consigo entender praticamente nada sobre “guerras religiosas”, porque sempre que tento pensar, de modo crítico, em acontecimentos com este de Jerusalém, começo a pensar nos templos como escolas de violência, pois parece mesmo que é ali que ensinam que a humanidade está divida entre quem está ali e quem deveria estar ali e somente ali, sob pena de dever ser banido dessa mesma humanidade. É aí que a minha cabeça começa a dar nós, e nada mais faz sentido.

O porteiro estava o tempo todo lendo a bíblia, com atenção, todo absorvido na sua leitura, mas sem deixar de prestar atenção em tudo à sua volta. Aliás, embora estivesse com os olhos voltados à sua bíblia, parecia muito mais presente do que na época em que ficava de costas para a rua, enquanto assistia a um jogo de futebol ou algo do tipo.

As notícias também dizem que o primeiro ministro de Israel já anunciou que o acontecido terá troco. Mas a União Europeia quer que haja muita calma nessa hora. Não sei. Uma invasão e homicídios dentro de uma sinagoga, e alguém pede calma… Deve ser porque a coisa é comum por ali. Aí é que está! Você, que é mais esperto(a) do que eu, deve estar pensando: “Claro, esse tipo de coisa acontece muito por lá.” E eu digo que é justamente isso que temo: as coisas mais horrorosas vão se tornando habituais e, então, protestar fica meio tosco, não é?

Para todos os efeitos, portanto, eu mesmo declaro como sendo puramente ignorante este meu post. Desta forma, estou totalmente livre de qualquer necessidade de saber o que é ou não é habitual, em tal ou tal lugar, bem como estou plenamente isento de qualquer exigência de adotar esta ou aquela posição, como se nada existisse senão o bom senso e o ver as coisas como elas são.

Entre as suas leituras, o porteiro acabou me parando para conversar sobre como a vida dele tinha se transformado quando olhou para si mesmo e, vendo que seu filho não o podia tomar como exemplo, mesmo assim cresceu na vida. Com lágrimas nos olhos, ele disse que ele, seu filho, é que se tornou um exemplo para si, antes mesmo de pensar em qualquer coisa relacionada a religião. Depois, começou a frequentar um dos vários templos religiosos de Ribeirão Preto.

Walter é um homem de sorte, alguém que Jesus provavelmente teria gostado de conversar logo que alcançou idade para tanto. Daquele tamanho, chorando ao contar como se transformou e como a sua vida, agora, só brilha em todos os momentos. Tem sorte porque teve tempo e liberdade de olhar para si mesmo. É de mexer com o coração.

É curioso que Walter não me perguntou nada antes de conversar. Não perguntou se eu tinha alguma crença ou religião, nem tentou me convencer de qualquer coisa. A religiosidade de Walter é inofensiva para mim, e a minha é inofensiva para ele. Conversamos, não competimos, pois não há nada para competir quando se é humano. Ele mesmo apontou o seu evangelho e disse que Jesus veio como ser humano e pelo ser humano, e não apenas por ou para alguns.

As principais religiões, aquelas que têm mais adeptos no mundo, vivem falando de uma outra vida, além do mundo. Dizem também que do mundo nada se leva (bem, todo mundo já sabia disso). Isso implica que terras, dinheiro e armas não terão efeito nenhum no céu. Se estou falando bobagem, invoco a minha declaração de ignorância acima registrada. E aproveito a lembrança da declaração, para falar mais uma “bobagem”: por que as pessoas não podem abrir mão de coisas que matam outras pessoas e viver como Walter, o porteiro cristão?

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Kindle e os estudantes de direito

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Tenho escrito, ao longo do tempo, alguns posts sobre livros e direito, incluindo opiniões sobre leitores de e-books e sobre livros que o estudante de direito (e de concursos também) deveriam ler. Hoje o post vai para uma linha um pouco diferente, e a inspiração para isto foram os escritos do Professor PIER. Procure por ele na Internet. Você vai gostar.

Imagem: "My Moleskine Kindle case", por terry, no Flickr (licença CCBY).

Imagem: “My Moleskine Kindle case”, por terry, no Flickr (licença CCBY).

Somente comentarei uma das várias coisas que normalmente não aprendemos antes de estudar, coisas que, se soubéssemos antes, teríamos uma outra vida em relação aos estudos. Nosso foco neste post será, simplesmente: a superioridade do papel face ao “digital”.

Sempre senti uma necessidade muito grande de aprender com papel em mãos, talvez por eu ter começado a usar computadores apenas no final da adolescência. Celular? Só no final… da faculdade! Depois, tornei-me um fã da tecnologia, admirado com as imensas possibilidades. Um pouco mais tarde, comecei a achar que as redes sociais estavam emburrecendo as pessoas a tal ponto que ficava praticamente impossível manter uma conversa normal com alguém. Mas, talvez eu estivesse errado.

Para falar a verdade, eu pensava que tudo isso não era nada além de características pessoais, ou seja, o meu próprio estilo de pensar e de fazer as coisas. Quando um colega me disse que estava estudando para concursos pelo Facebook, tive inicialmente aquela sensação de tudo-está-perdido, acabei sendo mais brando e pensei que minha surpresa se devia simplesmente ao fato de que eu não conseguiria fazer isso (estudar pelo Facebook). Aliás, o tempo ensinou que eu não conseguiria fazer mais nada pelo Facebook. Tanto é assim que eu nem tenho mais uma conta neste “lugar”.

Uma descoberta impressionante

Acontece que, recentemente, descobri uma coisa. De fato, e comprovado cientificamente, a tela do computador é nociva a qualquer trajetória de estudo que se pretenda empreender. E não se trata do cansaço visual ou coisa do tipo. Trata-se de nível de assimilação e aprendizado em relação ao que se estuda!

Você pode fazer uma pesquisa sobre isso. Para falar de uma forma mais contundente, rápida e eficaz, vou apenas colocar o título e subtítulo de uma matéria, em inglês, para que você fique convencido do que estou falando: “Want to Remember What You Read? Switch to Paper: Recent research suggests that digital readers don’t remember basic details as well as those who read from hard copies.”

Tradução livre: “Quer lembrar do que você leu? Mude para o papel: Pesquisa recente sugere que leitores digitais não se lembram de detalhes básicos que o leitores de cópias em papel se lembram.”

O que isso tem a ver com o Kindle?

É preciso deixar claro que a matéria à qual me referi critica exatamente o Kindle, explicando que são os leitores do Kindle que se lembram menos. A grande sacada é, realmente, fugir do “digital”, seja qual tipo for, e embarcar no papel.

Mas, no Brasil, quanto custaria voltar totalmente para o estudo em papel? Muito caro. Muito caro mesmo. Para muitos, impossivelmente caro. Assim, muita gente se vê quase que obrigada a usar o computador para estudar, e agora estas pessoas vão ficar mais desesperadas porque passaram a saber que seu estudo está sendo altamente prejudicado pela tecnologia.

Acontece que o Kindle poderia ajudar reduzir os danos. Primeiro, porque sua tela imita o papel (há versões com luz própria, mas estas estão descartadas nessa nossa análise). Segundo, porque é o melhor e-reader presente no mercado hoje, em termos de qualidade, velocidade e usabilidade. E, pelo fato de a Amazon (dona do Kindle) ter aberto sua loja virtual no Brasil há algum tempo, a tendência a haver mais opções de livros jurídicos disponíveis para o Kindle é bem mais intensa.

Aí está: o ideal seria passar para o papel de vez. Mas, na impossibilidade, dá para melhorar muito a situação, saindo de telas com luz própria para telas que imitam o papel. A sugestão do dia é o Kindle.

Como comprar um Kindle?

Você encontra o Kindle na loja virtual da Amazon. E, normalmente, chega bem rápido. Caso você queira acessar diretamente a página do produto para comprá-lo, basta clicar no link afiliado abaixo (para a versão mais simples, que é a melhor para os objetivos relacionados ao assunto deste post, ou seja, migrar para o que mais pareça com o papel).

Comprar: Kindle com tela sensível ao toque e Wi-Fi

Mas, há alternativas ao Kindle?

É preciso pesquisar. Existem opções como o Kobo, vendido pela Livraria Cultura, e o Lev, vendido pela Livraria Saraiva. Você pode, por exemplo, fazer uma pesquisa no site Buscapé. Para isso, você pode acessar o link afiliado abaixo:

Pesquisar leitores de e-books no Buscapé: link.

E você, concorda que o papel é melhor para estudar?

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Programação do dia: ficar em casa (Fatos Ribeirão-Pretanos #8)

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O cenário que escolho para o texto de hoje da coluna Fatos Ribeirão-Pretanos é o shopping Iguatemi de Ribeirão Preto e a região em torno dele. Depois de rodar alguns quilômetros, passando por uma curva estreita e perigosa e voando ao longo de um tobogã “com emoção”, finalmente quem vai de carro chega nas cancelas que abrem passagem ao confuso estacionamento, que nunca se tornou pago como tinha sido planejado.

montanhaazulAo, finalmente, estacionar o carrinho, provavelmente perto de algum caminhonete monstruosa, pensa-se duas ou três vezes antes de sair dele, para ter certeza de que se está na parte certa do shopping. Qualquer erro nessa hora vai ser frustrante, porque ninguém tem tempo e paciência de andar mais alguns quilômetros, desta vez por meio de um deserto, para ver alguma loja lá do outro lado.

Deserto? Já nem sei se seria alguma miragem. O calor, o vazio, a falta de opções que faz a gente ter que continuar andando, a não ser que queiramos nos… Bem, eu ia dizer “sentar por alguns minutos”, mas acho que isso também não é possível. Acho que estou exagerando. Não tem areia no shopping Iguatemi! Nem escorpiões.

É muito estranho. Parecia que o estacionamento estava lotado de carros, mas o interior do shopping está quase desabitado. Seria por ser grande demais? Pode ser. Mas tenho um palpite diferente, e é uma coisa que já está ficando repetitiva para quem já me ouviu dizer: é tudo falta de ribeirãopretanidade!

Ribeirãopretanidade é o feeling do habitante de Ribeirão Preto. Aqui, as pessoas têm seu estilo de vida, sua cultura, suas preferências, de uma forma bem característica e se os empresários entenderem isso, vão decolar. Enquanto não entendem e, por isso mesmo, insistem em tentar jogar para a cidade um padrão de consumo apático e nonsense, sinto muito, vão falir mesmo.

Não sou consultor de empresários, nem coach de carreira, mas bem que poderia ser. Tem milhares de coisas que poderiam ser listadas e testadas, para que a festa realmente aconteça. E aqui, em Ribeirão Preto, a coisa tem que acontecer e tocar os cinco sentidos. Essa é mais uma boa dica do que seja a ribeirãopretanidade, pois o ribeirão-pretano ainda tem os cinco sentidos, e alguns têm também o sexto, o sétimo, o oitavo…

O shopping Iguatemi e seu entorno surgiu como exemplo, porque a situação ali é gritante. Mas o fenômeno da desertificação da cidade está se espalhando de um modo geral por aqui. Calçadas desarborizadas, condomínios tem-de-tudo isolando as pessoas, e caixas trademark de vidro gigantes e quentes ao estilo “venha só se precisar muito, mas muito mesmo”. A cidade está se transformando numa verdadeira perda de tempo (e de dinheiro).

Resultado: o ribeirão-pretano está, cada vez mais, apreciando cuidar da sua própria casa, sentindo mais prazer e necessidade em melhorar seu próprio ambiente, em preparar a própria comida e em consumir via Internet, sem sair de casa. Isso é bom, em vários sentidos. Mas, também, tem seus pontos negativos: a privacidade vira prisão, e o ser fica enfraquecido pela falta de convívio num sentido mais amplo. A vida vai se digitalizando e as pessoas vão perdendo a capacidade de se relacionar.

Como a prosperidade envolve uma boa dose de relacionamento saudável com tudo e com todos, então… Bem, não preciso falar mais nada, não é?

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Quer desistir do curso de direito? Saiba como

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Um dos maiores prazeres que existem, para quem mantem um blog do tipo do Forense Contemporâneo, é escrever sobre dicas direcionadas a estudantes de direito, especialmente considerando que a grande massa de artigos, hoje, na internet, direcionados a este público são sobre temas relacionados ao Exame de Ordem da OAB ou a concursos públicos. Assim, são pouco exploradas outras questões que afetam os estudantes de direito, em especial aqueles que estão começando o curso, ou mesmo os que ainda nem entraram na faculdade. É, de fato, um prazer escrever para este público, porque sei o quanto se trata de pessoas que valorizam este tipo de informação, e assim os resultados se tornam ainda melhores.

Imagem: "Ghost", por albertopveiga, no Flickr (licença CCBY)

Imagem: “Ghost”, por albertopveiga, no Flickr (licença CCBY)

Hoje escrevo especialmente aos estudantes de direito que pensam em desistir do curso, deixando para trás o sonho de fazer e concluir a faculdade de direito. O direito é um curso muito romântico, tem toda uma magia especial, comparável apenas com a medicina. Quem faz direito ou medicina, geralmente estão em busca de ideais, de sonhos de uma carreira brilhante, bem sucedida e de altíssimo status social e financeiro. Não que outros cursos não causem estes sentimentos, mas nas conversas informais, direito e medicina estão mais presentes, talvez pela amplitude dessas áreas.

Acontece que, como já se pode perceber logo nas primeiras semanas de curso, o direito não é fácil. Há muita coisa para ler, e a leitura não é como aquela que fazemos quando estamos folheando revistas, ou lendo livros de ficção, como Harry Potter, Senhor dos Anéis, ou qualquer coisa do John Grisham. Olhar para o tanto de anos que faltam para o curso acabar, com tantas atividades, resenhas, peças, aulas, provas, trabalhos, resumos, simulados, estágios… é desesperador! A luz no fim do túnel está tão longe, que quase nem dá para ver. Parece mais uma estrela inatingível no céu.

É compreensível que, neste contexto nada amigável, muitos estudantes pensem em desistir do curso de direito. Querem, simplesmente, matar os seus sonhos, cortar pela raiz seus esforços e jogar fora tudo o que já aprenderam, para então dedicar-se a qualquer outra coisa que lhe passe um alívio.

Você conhece o fantasma do curso de direito incompleto? Se não, leia o post até o fim. Mas, antes de falar do fantasma, veja como você poderia desistir do curso de direito. São três formas principais de desistir:

  1. perder a confiança em si mesmo;
  2. esquecer-se de que a dor é temporária;
  3.  comparar-se com os outros.

Explicando melhor as três formas de desistir do curso de direito

Perder a confiança em si mesmo: acontece quando você acha que não é capaz de fazer as coisas com as quais se comprometeu. Geralmente, essa perda de confiança é acompanhada de pensamentos como “eu não posso!”, “eu não consigo!” ou “eu não aguento!”. Adicionalmente, existe o sentimento de “tudo ou nada”, pelo qual qualquer mínimo fracasso significa a morte, e qualquer sucesso não parece ser mais do que obrigação. Ao perder a confiança em si mesmo, você pode até conseguir alguns sucessos, mas logo que consegue, por exemplo, um 10 na prova, minutos depois o medo volta e você começa a se torturar de novo. A perda de confiança em si mesmo torna qualquer obstáculo muito maior, causando vergonha em você. Por exemplo, uma simples dependência, que no fundo só é chata quando tem que ser paga, torna-se como um castigo por um delito muito grave. Enfim, perder a autoconfiança é achar que você não é, de fato, aquela pessoa especial que tentava ser o tempo todo. Se você perdeu a confiança em si mesmo, é mais fácil desistir do curso.

Esquecer-se de que a dor é temporária: se você for uma pessoa saudável, que se cuida e se alimenta direito, e ainda cuida do corpo e da mente, você terá uma boa expectativa de vida. Ainda que você só viva 60 anos, a faculdade de direito não dura tudo isso. Aliás, você já viveu muitos anos antes de entrar na faculdade, e não são muitos anos até se formar. Agora, você pode acabar se esquecendo disso e pensar que todas as suas dores, ansiedades, preocupações e dificuldades são eternas, intransponíveis e fazem parte do seu ser, a não ser que você destrua tudo e desista do curso. E mais, esquecer-se de que a dor é temporária também é esquecer-se de que ela é necessária, de modo que, quase sempre, uma dor dá lugar a outra. Se você acha que as dificuldades do curso são eternas, fica mais fácil desistir do curso.

Comparar-se com os outros: um dia você tinha um sonho, tão seu, tão íntimo que parecia algo sagrado. Era, sim, algo sagrado para você. Então você toma a grande decisão de entrar na faculdade de direito e, surpresa! Dezenas de pessoas com o mesmo sonho e, muitas delas, aparentemente se dando muito melhor do que você. Tem gente que consegue estágio tão fácil! Tem filhos de professores, advogados, juízes etc., na sala, com uma carreira garantida! Tem gente que só tira 10 na prova e sabe tudo o tempo todo! E você? Olha para tudo isso e pensa: “eu não sou tão bom como essas pessoas…” Seus sonhos acabam parecendo ridículos para você mesmo, e você até se envergonha de ter sonhado tão alto. Vendo tanta gente tirando tudo de letra, você acaba pensando que aquilo, no fundo, não é para você. Se você se compara com os outros e tem vergonha dos seus sonhos, fica mais fácil desistir do curso.

Conclusões

É totalmente evidente que eu não quero que você desista. Acontece que, muitas vezes, palavra de ânimo não funcionam muito bem para quem já está decidido a desistir. A decepção, às vezes, aprofunda-se tanto que a ajuda de alguém acaba parecendo somente dó, e não uma ajuda sincera.

O tom deste post foi para chacoalhar você. Sei que você deve ter corrido para ler o que estava escrito aqui, pensando que eu incentivaria a desistência do curso de direito, mas não!

Eu quero que você, seja você quem for, continue até o fim, amando a si mesmo (sem perder a autoconfiança), sabendo que terá recompensas (pois a dor é apenas temporária) e sendo você mesmo (sem se comparar com ninguém).

Ah, o fantasma do curso de direito incompleto

Olha, eu conheço gente que conhece gente que já viu. Eu não tenho nem coragem de descrever o aspecto deste fantasma, porque me causa arrepios só de pensar. Eu tinha mais medo dele quando eu era estudante de direito e, depois que completei o curso, o medo diminuiu, mas ainda tenho sonhos de que estou na faculdade e o fantasma corre atrás de mim.

Ele só ataca pessoas que desistiram do curso de direito. Como todo fantasma, ele tem certa ética, pois sabe que tem gente que simplesmente não tem condições de continuar o curso, seja por doença, seja por problemas financeiros ou qualquer coisa do tipo. Mas aqueles que desistem por decisão própria, serão assombrados por este fantasma pelo resto da vida. E o pior: os que desistem, muitas vezes acabam vendo, no futuro, que sabem mais sobre direito do que os que muitos do que, de fato, se formaram!

E quer saber mais um segredo? O fantasma não é como a dor, que é temporária. O fantasma persegue para a vida toda!

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Segurança particular comunitária: sitiando Ribeirão (Fatos Ribeirão-Pretanos #7)

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Acesse a lista completa de publicações da coluna “Fatos Ribeirão-Pretanos”: http://gustavodandrea.com/2014/09/25/fatos-ribeirao-pretanos-lista-de-posts
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torrevigilancia-2014Mais cedo ou mais tarde, teria mesmo chegado na cidade a tendência de resolver os problemas de segurança da maneira que parece a mais lógica hoje em dia: com as próprias mãos. Não estou falando da reação direta contra o crime, pegando em armas e saindo às ruas à la Bruce Wayne fantasiado, mas de outra forma tão “mãos-próprias” quanto carregar uma arma para se defender: a segurança particular comunitária.

Ainda não se divulga a prática usando a expressão segurança particular comunitária, talvez porque a maioria das pessoas parece nem querer, no fundo, que a prática seja divulgada. Para ficar mais clara esta menção, explico que estou incluindo o termo “comunitária” para denotar um tipo de segurança pessoal e patrimonial particular estendida a um grupo maior de “protegidos”, geralmente circunscritos a bairros.

Tal como ocorre nas cidades brasileiras mais típicas, a divisão do ambiente urbano em bairros não segue apenas uma delimitação geográfica, mas também uma estratificação socioeconômica. De uma maneira mais generalizada, costumamos ter claro para nós mesmos quais sejam os bairros mais pobres e quais sejam o bairros mais ricos da cidade em que vivemos ou a que estejamos habituados a visitar. Uma divisão que também parece ser percebida por criminosos, dadas as preferências para atuação, que podem ser depreendidas tanto das estatísticas policiais quanto do próprio bate-papo da vizinhança.

Em Ribeirão Preto, é possível pensar e identificar os bairros mais visados pelos criminosos, de época em época. Os moradores que ainda insistem em viver em casas, veem-se no dilema entre continuar vivendo em risco, ou mudar-se para um apartamento para, pelo menos, diminuir um pouco o percentual de chances de serem abordados por uma ação criminosa. Acontece que, recentemente, começou a se tornar mais forte o apelo a recursos mais avançados de segurança particular comunitária, e com isso estamos presenciando o início de uma nova era de vigilância, num ambiente que vai se tornando paulatinamente artificial.

Os guardadores de carros, típicos das ruas comerciais, e as rondas particulares montadas em motocicletas, já são opções desatualizadas e informais demais para as necessidades atuais da guerra urbana. Estamos diante de um movimento silencioso de privatização da segurança ou, quem sabe, da privatização das próprias vias públicas, por meio de muralhas, guaritas e câmeras. Não duvido que em breve veremos serem erguidas altas torres de vigilância, com holofotes e atiradores de elite preparados para eliminar qualquer ameaça ao patrimônio dos moradores dos bairros da paz.

Se você acha que estou escrevendo tudo isso para, em seguida, fazer um discurso a favor dos diretos humanos dos criminosos, desta vez terei de desapontá-lo. Não vou falar de direitos humanos neste texto. Estou apenas observando o que me parece estar acontecendo e, se estas observações estão incomodando você, saiba que também estão me incomodando. Mas não porque eu pense que o crime deva ser deixado livre para acontecer, em detrimento do patrimônio, da segurança e da vida das pessoas.

E sim, porque tudo isso me parece, simplesmente, errado. Alguma coisa está realmente muito errada para que os moradores de uma cidade se vejam obrigados a promover a segurança pública com os próprios recursos financeiros, a solicitar encarecidamente atenção especial da polícia e a impor a si próprios uma pena restritiva de liberdade que se agrava gradualmente, à medida em que o espaço público se torna inutilizável pelo próprio público.

Eis um bom tópico para uma discussão sobre reforma tributária. Sim! Pois deveriam incluir no cálculo dos impostos a proporção quantitativa e qualitativa em que o contribuinte, de fato, recebe as condições de convívio social pelas quais pagou. Com tanta tecnologia para individualizar mais as contribuições, estou curioso para saber quais outras desculpas virão para uma fuga ao assunto.

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Advogados Correspondentes: como encontrá-los no seu smartphone?

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IMG_0098Resposta: fazendo o download gratuito do app ‘Advogados’.

A receptividade do aplicativo ‘Advogados’, para smartphones, foi imediata e intensa. Assim que foi lançado, primeiramente para aparelhos com sistema Android, advogados do Brasil todo foram se cadastrando e tenho recebido elogios de usuários de várias localidades pela iniciativa de publicar este app inovador.

É necessário, agora, ampliar a divulgação do aplicativo, para potencializar os contatos entre advogados que oferecem e advogados que precisam de servIMG_3321_Fotoriços de advogados correspondentes. Para baixar o aplicativo ‘Advogados’, procure-o na loja da Google Play (Android) ou na App Store (iPhone). Para iPhone, o aplicativo estará disponível em breve. Ou acesse os seguintes links:

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Os melhores livros de Direito (enquete)

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Responda à enquete! Você pode adicionar um livro que não esteja listado.

Você pode adicionar outro título que não esteja listado! Leia o post para mais detalhes.

Procurando os melhores livros

Muita gente tem buscado na internet os melhores livros de direito. Mas, como saber quais são eles? Como descobrir qual é o melhor livro para comprar, já que são tantas opções e os preços costumam ser bem altos?

É claro que não se pode, facilmente, determinar qual seja o melhor livro de direito, a começar pelo fato de que são várias as áreas jurídicas e, desta forma, talvez o “melhor” para certa finalidade pode não o ser para outra.

A grande enquete: Qual é o melhor livro de Direito?

Uma forma que encontrei para tentarmos melhorar a nossa percepção sobre a qualidade dos livros jurídicos foi a de “socializar” a questão, por meio da enquete abaixo! Incluí alguns livros, e configurei a enquete para permitir que os leitores incluam novos títulos, aumentando as possibilidades de escolha e voto!

Estou curioso para saber o que esta enquete vai revelar!

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‘Advogados': o app dos advogados correspondentes para iPhone e Android

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Acaba de ser lançado! Advogados, o aplicativo para smartphones direcionado a advogados que utilizam ou prestam serviços como advogados correspondentes. É isso mesmo: um app para ter no seu telefone celular, onde estão listados advogados correspondentes de várias localidades do Brasil.

O app já tem advogados correspondentes de diversas microrregiões, como: Belo Horizonte (MG), Natal (RN), Brasília (DF), Ribeirão Preto (SP), Santos (SP), São José dos Campos (SP), São Paulo (capital), Uberlândia (MG), Curitiba (PR), Brumado (BA), Franca (SP), Joinville (SC), São José do Rio Preto (SP), Litoral Lagunar (RS), Jaboticabal (SP), Joaçaba (SC). E a lista está aumentando!

advogados-android

O aplicativo foi desenhado tanto para iPhone quanto para smartphones que tenham sistema Android, e o download é gratuito. Procure pelo app na loja da Google Play (Android) ou na App Store (iPhone). Ou acesse os links seguintes:

É advogado(a) correspondente?

Se você é advogado ou advogada correspondente em qualquer parte do Brasil e deseja que seus dados de contato estejam listados no app ‘Advogados’, sinta-se à vontade para se cadastrar gratuitamente. Para isto, você pode baixar o aplicativo e procurar nele o link para cadastro. Ou, se preferir fazer isto agora, pode acessar o formulário pelo link: http://goo.gl/forms/AfbysdePzN.

O app ‘Advogados’ é gratuito?

Sim! Tanto para ser baixado quanto para cadastro de advogados correspondentes, o aplicativo ‘Advogados’ é gratuito. A intenção é que continue sendo gratuito, e por isso a perspectiva está sendo a de procurar cobrir os gastos por meio de anúncios e doações.

Quanto tempo demora para um novo advogado correspondente aparecer no app?

O mais rápido possível! A análise e inclusão dos advogados correspondentes cadastrados no app ‘Advogados’ são feitas manualmente, no sentido de verificar se todos os dados estão devidamente preenchidos e, também, para mantermos um padrão de apresentação dos dados de contato. É preciso ter um pouco de paciência, mas tudo para que se tenha um app ótimo e funcional!

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Ideias malucas para a cidade (Fatos Ribeirão-Pretanos #6)

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Acesse a lista completa de publicações da coluna “Fatos Ribeirão-Pretanos”: http://gustavodandrea.com/2014/09/25/fatos-ribeirao-pretanos-lista-de-posts
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Como diz o próprio título do post de hoje, da coluna Fatos Ribeirão-Pretanos, o seu conteúdo de nada mais se constitui do que de ideias malucas, sem estudo prévio nem avaliação de viabilidade financeira ou técnica. Então, o leitor pode ficar totalmente à vontade para considerar este post como sendo uma bela obra de ficção, ambientada em Ribeirão Preto, estado de São Paulo. Mais ainda, considere como sendo um texto de ficção científica, daqueles que juntam fãs e mais fãs no mundo todo.

fatosribeiraopretanos-mapa

Um pouco de fantasia não faz mal a ninguém, e acho que tenho falado muito de problemas nos posts desta coluna. Portanto, para relaxar um pouco e entreter os leitores, vamos conhecer as…

Top 5 ideias mais malucas possíveis para a cidade de Ribeirão Preto!

#5 – Lagos artificiais

O calor de Ribeirão Preto é clássico, especialmente quando fica muito tempo sem chover. Não é difícil, em certas épocas, a umidade do ar ficar tão baixa na cidade que acabamos entrando em recomendações urgentes de saúde. Até mesmo missas pedindo chuvas já foram feitas em Ribeirão, mas nem as melhores preces parecem resolver o problema.

Chuvas mais frequentes ajudam a refrescar a cidade, e também a embelezá-la, pois o que é verde fica ainda mais verde rapidamente. Além disso, uma cidade mais chuvosa contribui para que a população fique menos estressada, menos cansada e mais afável. É claro que ter mais chuvas implicaria na necessidade de novos cursos de trânsito (porque uma gotinha já enlouquece os motoristas, que acham que o mundo está acabando) e também asfaltamento nas ruas.

Então, que tal: lagos artificias?

#4 – Boom turístico

Não adianta falar em “incentivar a cultura e a arte” se não se coloca gente competente para cuidar dessa parte. Para começar a conversa, se você pensa em cultura e arte numa cidade e só vem um ou dois nomes na sua cabeça, isso já significa que a situação está complicada. Acontece que, se não desaparecer o sentimento de se-mais-alguém-participar-vou-perder-destaque, então a coisa fica impossível.

Agora, transformar a cultura e a arte ribeirão-pretana em algo visitável e memorável, aí já é outra história! Planejamento financeiro (vale até vender suvenir) e concurso público devem ajudar, e assim se iniciaria uma curadoria de uma coisa que vai ficar gigante, e atrair turistas.

#3 – Alamedas’ City

A cidade precisa de alamedas, muitas alamedas, dezenas de alamedas.

Uma vez uma professora da escola perguntou para a classe, quando eu era aluno da 5ª ou 6ª série: quem já passou por uma alameda? Eu, todo feliz, respondi: eu já passei, mas não sei o que é!

A sala inteira riu de mim e gostaram tanto de rir da minha cara que não quiseram ouvir a minha explicação, nem na hora, nem depois. Momento catártico: eu simplesmente sabia ler! Em São Paulo, eu estava num carro e quando viramos uma rua, eu li na placa: Alameda… Bem, não lembro de qual alameda era. Mas eu não sabia que as árvores faziam uma alameda.

Foi bom, porque comecei a gostar de alamedas e elas viraram uma das ideias malucas desta top-lista!

#2 – Guarda Municipal mais presente

A Guarda Municipal já existe. Poderia ser multiplicada e receber mais treinamento para colaborar de forma mais presente e ativa na segurança pública. Só isso.

#1 – Bônus Faxina

Temos que economizar água. Temos que desperdiçar menos energia elétrica. Temos que comer menos. Temos que andar mais a pé. Temos que restringir isto, limitar aquilo. Quantas coisas a gente tem que fazer pelo bem comum! É necessário, mas não é fácil. Por isso, uma boa seria o bônus faxina, pois a poeira de Ribeirão Preto não é qualquer poeirinha não. A coisa suja mesmo, e o trabalho é pesado para manter tudo limpo! Bônus faxina, proporcional ao tamanho do imóvel. Bônus faxina já!

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Abandono cultural (Fatos Ribeirão-Pretanos #5)

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Acesse a lista completa de publicações da coluna “Fatos Ribeirão-Pretanos”: http://gustavodandrea.com/2014/09/25/fatos-ribeirao-pretanos-lista-de-posts

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A cultura Ribeirão-Pretana está em fase terminal, prestes a morrer para sempre. Não é apenas por falta de vontade política, mas também por insensibilidade dos meios de comunicação locais. O que vamos fazer quanto a isso?

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Estamos próximos do dia de votação do segundo turno das eleições presidenciais em que Aécio Neves tem grandes chances de vencer Dilma Rousseff. Este seria um ótimo tema para tratar neste número da coluna, por causa do momento ideal para se fazer isso, mas estabeleci um limite mais ou menos flexível de tamanho para a coluna, e falar das eleições demandaria o espaços de dezenas de colunas. Para não ficar sem contribuir neste tema, eu recomendo a você: pesquise muito e leia os programas de governo, e não fique dependente apenas da opinião formada de outras pessoas.

Agora, voltando ao tema do abandono cultural em Ribeirão Preto. Reconheço que fui bem direto no primeiro parágrafo, e posso explicar os motivos. Começando pelos meios de comunicação. É claro que temos e devemos ter respeito pelos meios de comunicação, especialmente os meios locais que poderiam tratar de maneira mais próxima e realista sobre os temas que nos afetam. Mas temos que ter um olhar crítico também.

Pensar em Ribeirão Preto em seu significado histórico, econômico e sociocultural e, ao mesmo tempo, ver Ribeirão Preto como está sendo tratada… isto causa um choque. É um choque interno, entre que eu poderia esperar de uma cidade significativa como esta e a percepção do que estão fazendo com ela.

A questão da insensibilidade dos meios de comunicação surgiu depois que comecei a escrever a coluna desta semana. O tema do abandono cultural foi inspirado por uma matéria publicada na Folha de S. Paulo, no domingo passado (caderno Ribeirão C2, de 19 de outubro de 2014). O título e o subtítulo da matéria explicam quase tudo: “Crise afeta teatro, museus e até atividades a crianças: Prefeitura cancela festival de artes cênicas e deixa museus sem segurança”. Na matéria, são indicados fatos como estes: festival de teatro cancelado, os museus Histórico e o do Café sem dinheiro para manutenção urgente, e o Museu de Arte de Ribeirão Preto (Marp) sem guardas e sem câmeras de monitoramento, sendo que têm no acervo obras de Berti e Vaccarini.

Quando li sobre essas coisas, decidi escrever sobre elas esta semana e, claro, tentei aprofundar a pesquisa. E, surpresa! Não encontrei quase nada sobre o assunto na internet, exceto algumas outras matérias da própria Folha sobre o assunto, e pouquíssimas matérias em outros meios. Considerando as circunstâncias e a condição em que se encontra o nosso patrimônio cultural, acho que os meios de comunicação deveriam ser mais ativos na tarefa de conscientizar a população a respeito do que anda acontecendo e, também, da relevância da cultura para a nossa comunidade.

Veja, por exemplo, o Ribeirão em Cena. Alguns milhares de alunos já passaram pelo seu Curso de Iniciação Teatral. Gratuitamente. Você sabia disso? E sabia que eles estão sem dinheiro, a ponto de estarem próximos de encerrar suas atividades? E, voltando à artes plásticas, quem são Berti e Vaccarini mesmo? E Willy Peres? Nocera? Ah, sim, Van Gogh e Romero Britto você conhece, não é?

Quanto à falta de vontade política em relação à cultura, o que poderíamos dizer? De um leque de pontos que poderiam ser discutidos, eu destacaria, para ser simples e breve, o ponto da sustentabilidade cultural. O termo é “moderno” e com significado um pouco complexo, mas me parece que um pouco disso já é o que cidades inteligentes fazem há séculos: preservar seu patrimônio cultural, inclusive criando meios de se financiar, partindo das formas mais simples como venda de ingressos, guias e suvenires, até financiamentos maiores públicos e privados. Mas isso implica, também em deixar para trás a velha metatesiofobia.

Suficiente por hoje.

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Nota: mencionei nesta coluna a situação do Ribeirão em Cena. Eles estão tentando levantar uma soma para poderem continuar e, para isso, escolheram recorrer ao site Catarse, que é um tipo de recurso “crowdsourcing”. Eles estão indo bem, mas há um problema: se não conseguirem alcançar o valor-alvo, o site Catarse entende que não deu certo e devolve todas as doações e o Ribeirão em Cena não recebe NADA. Sem contar que há um prazo: até 7 de novembro de 2014. A campanha se chama “O Palco nos Une” e você pode você vai ajudar: http://www.catarse.me/pt/opalconosune.

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