11 de agosto: Dia do Advogado, Dia do Jurista

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Parabéns! Parabéns! E um milhão de vezes parabéns. Hoje é o Dia do Advogado. O Dia do Jurista. E todos os juristas brasileiros merecem uma grande congratulação neste dia, por enfrentar todos os dias, em suas carreiras, uma infinidade de intrincados desafios jurídicos e – infelizmente e talvez até principalmente – desafios não jurídicos, mormente os de natureza política.

Graças à extraordinária indústria cinematográfica estadunidense, uma grande parte dos leitores deste blog conhece a trilogia de filmes de ficção científica Matrix (quem conhecer, vá até o final do post e clique* na mãozinha com polegar virado para cima). Lembram-se daqueles caracteres verdes caindo sobre uma tela de computador? Bem, aquilo me lembra o direito: milhões de novas informações e até novos ramos do direito surgindo, e yottatoneladas de conhecimento atravessando o limite de algo parecido com uma represa rompida. E do lado onde havia menos água, estão os juristas prontos para receber mais e mais da enxurrada e tentar absorver todo esse conhecimento.

Quando dizem que o número de advogados no Brasil aumenta de forma exorbitante, a população coloca o dedo na garganta para vomitar. Criam-se mecanismos para dificultar a metamorfose do bacharel em advogado, em juiz, em promotor etc. Os piadistas pedem ônibus maiores e mais cheios de advogados (para que não haja desperdício em caso de acidente).

No entanto, é possível ver de outra forma. Sim, é possível! Cada vez mais adolescentes acostumados às alegrias do ensino médio decidem enfrentar um percurso reconhecidamente árduo de cinco (ou até seis) anos para se juntar à aglomeração de formados em direito que estão lá, bem diante do caminho por onde as águas violentas do caos jurídico brasileiro estão passando com força e fúria total.

Aqueles jovens se entregam ao sistema de ensino que é regulamentado pelo governo, seguem as orientações de seus professores de direito, fazem provas e mais provas, estágios, trabalhos, seminários, processos simulados… querem fazer parte do corpo jurídico nacional (e, de fato, enquanto estudantes, já se pode dizer que fazem!), mas enfrentam logo na entrada da carreira cenários políticos que os obrigam a se perguntar: o que eu aprendi na faculdade? Eu me formei em quê, afinal? O que faz um bacharel em direito?

Alguns não conseguem continuar sendo juristas. Seguem outro caminho, às vezes melhor, às vezes pior. E outros ficam e continuam, pensam, suam, criam e lutam pelos direitos das pessoas, pelo direito enquanto ciência e pela supremacia do direito em sua missão de realizar a paz social em sua plenitude.

Dois mil e nove. O direito está mais tecnológico? Não. É a tecnologia que está cada vez mais jurídica. Entre os grandes desafios contemporâneos dos juristas estava, até há poucos meses, o de encontrar meios de fazer direito e tecnologia se relacionarem de maneira benéfica à democracia e à realização dos direitos. Neste segundo semestre de 2009, ainda que sem estatística disponível, é possível sentir que os juristas estão dominando a tecnologia de uma forma muito mais precisa e eficiente do que nos últimos anos.

Os jojubras (jovens jurístas brasileiros) têm diante de si um fascinante mundo jurídico, para nele se juntar com seu intelecto e sua força emocional e, ao lado dos juristas mais experientes, pensar e agir para o avanço dessa verdadeira arte que é fazer direito.

* Na verdade, você só deve clicar na mãozinha com polegar para cima se você realmente gostou deste post. Eu estava checando se você estava prestando atenção. Feliz Dia do Jurista!

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