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Foren$e Wealth: Insight de riqueza para uma advocacia autovalorizada

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Gosto muito da palavra “estrutura” e vejo a realização do espírito humano numa relação bem próxima com a parte arquitetônica de nossas vidas. A estruturação de espaços públicos e privados exige técnica, conhecimento e, evidentemente, investimento. Nos dias de hoje, com a crescente ocupação dos espaços de debates pela temática ambiental, é bem razoável que os tribunais e os escritórios de advocacia devam seguir altos padrões de organização do espaço, com utilização de tecnologia e materiais de ótima qualidade.

Uma grande questão dentro do assunto é que a riqueza parece muito fugaz para a maioria dos advogados, enquanto juízes só veem seu trabalho crescer indefinidamente. Para ambos, advogados e juízes, no fundo seu trabalho não é financeiramente valorizado quanto deveria. Para estes últimos, os juízes, não há muita escolha senão esperar que o Judiciário seja reorganizado de maneira a ser um poder que realmente realize seu dever. Digo reorganizar em termos humanos e espaciais, não em termos processuais. Mais problemática, todavia, é a posição dos advogados, a qual não vai mostrar melhora enquanto houver uma muito presente quantidade de doutores que praticam cotidianamente sua autodepreciação profissional.

A relação econômica entre advogados, clientes e honorários é como um ecossistema. Um advogado trabalha pior se o número de clientes supera sua capacidade de lidar bem com as respectivas causas. Se o mesmo advogado “vende” seus serviços a preços irrisórios, vai precisar de mais clientes para se sustentar, e seus preços baixos provavelmente atrairão mesmo mais clientes. Pelo menos dois problemas podem surgir deste quadro: má distribuição de causas, concentrando-se muitas nas mãos de poucos advogados, o que resultará na prestação de um serviço de qualidade descrescente; e a educação dos clientes em um sentido negativo, fazendo com que escolham os advogados pelo valor que cobram pelos seus serviços (em detrimento, diga-se de passagem, da boa e velha relação de confiança entre clientes e advogados).

Os clientes usuários de serviços advocatícios precisam despertar também. Pagar mal pela análise, resguardo e defesa dos próprios direitos pode ser um incentivo para que o serviço seja prestado de maneira menos precisa e eficaz. Advogados mal pagos tendem, ainda, a criar guerras em campos onde a conciliação poderia acontecer tranquilamente.

O primeiro passo para uma advocacia bem sucedida financeiramente é evitar atitudes que não valorizam devidamente a carreira, as famosas desculpas para se desvalorizar, tais como “é um mal necessário”, “sou iniciante”, “receio perder o cliente”, “meus colegas podem me achar orgulhoso”, “as coisas são assim” etc.

É importante valorizar a si mesmo e também aos colegas. Então, se você é advogado e algum colega advogado precisa de serviços especializados que você domina muito e ele pouco, pense muito bem antes de fazê-lo de graça. E, evidentemente, se você é advogado e precisa do serviço especializado de outro advogado, – como, por exemplo, um parecer sobre determinado tema – pague por isso.

Se não for possível fugir de comentários exigentes que dizem “isto é caro…”, é uma boa ideia empreender esforços para que, como ocorre quando compramos um bom par de óculos de sol ou um carro novo, a frase possa ser completada: “isto é caro, mas vale a pena”. E vale a pena a começar pela melhora na estruturação do ambiente profissional, com a possibilidade de investimento em design e estrutura, conforto e uma atmosfera mais sóbria, calma e atenciosa.

Gustavo D’Andrea

Gustavo D’Andrea é advogado, mestre em Ciências (Psicologia) pela FFCLRP-USP e doutorando em Ciências (Enfermagem Psiquiátrica) pela EERP-USP. Mantém o blog Forense Contemporâneo desde 2005 e criou a Forensepédia.

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4 Comments

  1. Fabiano says:

    Sua visão sobre clientes x honorários é perfeita.

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  2. Olá Gustavo. Sua volta é uma boa notícia.

    A valorização da advocacia talvez seja o maior desafio dos advogados, bem como a maior razão para a OAB se reinventar.

    Se de um lado cada profissional deve buscar – mesmo q individualmente – o conhecimento q possa lhe auxiliar na evolução de sua carreira, por outro a OAB não pode ser “uma realidade distante para a maioria dos profissionais” ou “se manter distante da maioria dos profissionais”. Falo isso, claro, sob a realidade das seccionais que conheço.

    Abraço.

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