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Foren$e Wealth: Lembrar que somos únicos ajuda na persistência (e ursos também!)

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Persistência. Esta é uma palavra sobre a qual tenho muita vontade de falar bem falado, mas o sentimento que tenho por ela fica parecendo um pouco superficial quando tento expressar em palavras. Mas, desta vez, pedirei ajuda para os ursos e, quem sabe, as coisas tomam um sentido mais compreensível.

O contato mais recente que tive com ursos aconteceu ontem. Calma, não foram ursos de verdade, e sim o livro “A Terapia dos Ursos (Bearables) – Lições de Amor e Tolerância”, de autoria de Jane e Mimi Noland, com belas ilustrações de Mimi (tradução para o português por Denise de Carvalho Rocha Delela, editado pela Cultrix/Pensamento).

Bearables fala do comportamento dos ursos e de como os seres humanos podem aprender com eles. Fala de proteção, educação, respeito, família, diversão. Foi ali que descobri que os ursos, no inverno, não ficam inconscientes quando hibernam, e podem até mesmo resolver sair da toca para dar uma volta.

Logo que comecei a ler o belo livrinho, eu já sabia (ou desejava muito) que ele inspiraria alguma coisa neste post! Isto não aconteceu imediatamente. Um tempo se passou, e percebi que o foco que eu direcionaria à questão da persistência podia ser encontrado no comportamento da família de ursos que Jane e Mimi descreveram.

Uma das várias lições do livro é a seguinte: “Não há nada de mau em ter objetivos que vão além do que se espera de sua própria espécie”. O seguinte trecho explica melhor por que a frase está no livro (observação: o livro não possui marcação de páginas):

“Dipity, apesar de jovem e pequena, é fascinada pelos peixes. Assim como seu pai, Dunbar. Isso é um tanto contrário aos hábitos de sua espécie (Ursus americanus), que geralmente não são bons pescadores. No entanto, o rio que deságua no grande lago e margeia o território de Serena é muito atraente para ser ignorado. De vez em quando, Dipity consegue algumas dicas observando Dunbar de longe, espetando e pegando peixes como um verdadeiro profissional.”

“Numa tarde, Dunbar se afastou um pouco dela, descendo rio abaixo até o local onde as águas se aprofundam, logo após a cachoeira. Com seu pêlo escuro brilhando com as gotículas de água da cachoeira, Dunbar era uma linda visão. Ele exalava a arrogância de um urso pescador que sabe o que está fazendo. De fato, sua habilidade teria até inspirado seu primo do Alasca, considerado o melhor nessa atividade.”

Acredito que Dunbar e Dipity não tinham problemas quando o assunto era persistir no seu objetivo de pegar peixes. Mas, provavelmente não se sentiriam muito motivados se sentissem a obrigação de seguir os padrões considerados “normais” para a sua espécie. Dipity ainda não era uma grande pescadora como o pai, mas não há dúvida de que continuaria tentando até ficar boa no assunto.

"Bear", por Vintage Collective, no Flickr (licença cc-by)

 

De fato, assumir que cada um tem suas características próprias pode ser uma grande vantagem quando o assunto é persistir. Você vai ver sempre e constantemente pessoas promovendo seus feitos. E não há nada de errado nisso! Pelo contrário: as pessoas deveriam mesmo gostar de suas grandes realizações e – se se sentirem realmente bem em compartilhar – dizer isso para seus amigos e colegas. Agora, você estará em apuros se não souber perceber claramente que os feitos de outras pessoas não são necessariamente coisas que você deveria estar fazendo também, nem significam que suas chances estão ocupadas por outros.

Os seus feitos você os realiza, desde que seja persistente. E uma das maiores motivações para sermos persistentes é aquela velha realidade: cada pessoa é única! Sim, isto é uma grande motivação, porque passamos a ver as vitórias das outras pessoas como emanações de sua singularidade no mundo. Gostaremos mais de ver outros seres humanos vencendo, e teremos mais identidade e satisfação no trilhar um caminho que sabemos ser só nosso.

E as feridas pelo caminho? Bem, como Jane e Mimi Noland ensinam, através dos ursos: “Abelhas acontecem.”

Gustavo D’Andrea

Gustavo D’Andrea é advogado, mestre em Ciências (Psicologia) pela FFCLRP-USP e doutorando em Ciências (Enfermagem Psiquiátrica) pela EERP-USP. Mantém o blog Forense Contemporâneo desde 2005 e criou a Forensepédia.

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4 Comments

  1. Parabéns Gustavo. Seu post é inspirador.

    Manter a sensibilidade, em meio a essa ‘confusão’ que é a vida em sociedade, deveria ser o projeto de tds: talvez assim possamos tratar as pessoas como elas merecem, observando seus ‘signos distintivos’, respeitndo-as!

    Abs.

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    • Anderson,
      Interessante a menção a “signos distintivos”. Imagino que isto se refira às características singulares próprias de cada pessoa. E, sim, o respeito é fundamental!
      Obrigado pelo comentário!

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  2. alda says:

    simplesmente DIVINE…..

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