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Foren$e Wealth: Até mesmo vândalos e pessoas inertes podem servir para alguma coisa

Some artworks

This is almost antiethical (to some purpose I - lucky - don't know). #sweet #grocery #lollipop #lollypop #candy #candies #nomnom #Hussel #Portugal #chocolate #sugar
My first product in my #etsy store. #WhiskyThePekingese #moleskine #red #journal #handmade #diary #permanentmarker #product #handwritten #feitoamao #caderno #vermelho
One more step to the dream of selling handcrafted things come true #handcraft #handcrafted #art #shop #dream #artist #materials #supply #acrylic #paint #paintbrush #varnish
One of my favorites #dog #art #drawing #illustration #copic #marker #colour #color #inspiration #pekingese #liondog #pet #beautiful #draw #painting
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Lazy #drawing exercise. Inspired by a picture of #dalecarnegie but the #drawing result is more like my grandfather! #art
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Você já ouviu falar várias vezes em “vândalos”, que são aquelas pessoas anônimas que se empenham em destruir o patrimônio alheio, danificando e poluindo, quebrando e enchendo de pichações. Os vândalos são deliquentes que, aparentemente, têm o papel de atrapalhar, bagunçar as obras em andamento. Se eles têm algum propósito, duvido que seja o de eliminar a concorrência. Em outras palavras, os vândalos muito provavelmente não destroem para construir obras iguais ou melhores do que a que eles destruíram.

No mundo profissional podemos encontrar pessoas que agem como vândalos. As características de situações que muitos de nós já vivemos ou presenciamos são muito parecidas com situações onde acontecem atos de vandalismo. Você se lembra de alguma dessas situações?

Pense na seguinte situação imaginária e reflita se lhe parece familiar: alguém – que tal você? – tem uma ideia que vai melhorar o seu ambiente profissional. Você, então, estuda, elabora projetos, fala com pessoas que têm potencial de ajudar a tornar o projeto uma realidade. Tudo começa a ser construído e todos os envolvidos estão empolgados com o projeto.

O desenvolvimento do projeto vai bem. Todos estão trabalhando muito e confiam que haverá grande sucesso. De repente, surgem algumas pessoas diferentes. Você nunca ouviu falar delas e elas nunca lhe dirigiram a palavra antes. Entretanto, essas pessoas começam a falar com você sobre o seu projeto. Começam a interferir, comentar, falar com outras pessoas sobre aquilo que você e seus colegas estão construindo.

"blurry-road", por Sultry, no Flickr (licença cc-by)

Em pouco tempo, não se sabe o porquê, seu projeto começa a ficar confuso, cheio de conflitos e situações para resolver, tomando tempo e esforço e, o que é pior, atrasando o curso do próprio projeto. A situação fica tão tensa que você sente que seu projeto foi “suspenso” e, embora você saiba que a “pausa” é momentânea, seus colegas já não mostram mais tanto entusiasmo.

Neste momento, você observa uma debandada por parte de dois tipos de pessoa: aqueles que mostravam um falso entusiasmo e os que chegaram para desarranjar. Os primeiros sumiram porque não estavam preparados nem interessados o suficiente para enfrentar possíveis problemas no decorrer do projeto e foram embora ou, no mínimo, pararam de se comunicar. Os outros são como os vândalos, que chegam, bagunçam, destroem, criam conflitos, poluem… e depois desaparecem.

Não sabemos ao certo por que este tipo de coisa acontece. Chegamos a pensar que são coisas que não deveriam acontecer. No entanto, o tipo de problema sobre o qual estamos conversando pode ter um aspecto muito positivo, com efeitos bons para os projetos que se queira realizar plenamente.

Boas obras parecem ter uma certa e intrigante – e irresistível – força sobre certas pessoas, atraindo-as para si e obrigando-as a agir de alguma forma sobre elas. É interessante que qualquer ato de uma pessoa sobre uma boa obra pode ser visto como favorável a ela, ainda que seja um ato de vandalismo ou um simples e discreto “afastamento”. Evidentemente, há a questão dos danos e da inércia, que atrapalham os projetos, mas quando as boas obras são vandalizadas ou abandonadas por colaboradores, aqueles que realmente querem levar a efeito as obras terão uma visão bem mais nítida de quem está a favor e quem está contra (de maneira crítica destrutiva, neste caso) a efetiva realização dos projetos. Com isto, os esforços ficam melhor direcionados e os resultados serão muito superiores.

A lição do dia é: vândalos e pessoas inertes podem servir para alguma coisa. Estas pessoas atrasam as boas obras, destroem, causam conflitos. Mas, logo se afastarão porque não tinham nenhum propósito extra. Já fizeram o que queriam e se realizaram enquanto pessoas que perturbam. Agora, basta retomar o trabalho e seguir em frente, com mais experiência e habilidade para enfrentar novos desafios que, porventura, surgirem.

Gustavo D’Andrea

Gustavo D’Andrea é advogado, mestre em Ciências (Psicologia) pela FFCLRP-USP e doutorando em Ciências (Enfermagem Psiquiátrica) pela EERP-USP. Mantém o blog Forense Contemporâneo desde 2005 e criou a Forensepédia.

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