A Descoberta do Ordenamento Jurídico Brasileiro – Parte 2

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Miguel acabara de se formar no ensino médio e se encontrava agora na rica biblioteca do escritório de advocacia do primo Bob, que seria seu mentor para a carreira jurídica antes mesmo de o rapaz entrar para a faculdade. Ele sabia que somente neste dia teria a atenção integral do primo Bob durante a tarde, mas ficou tão impressionado com a biblioteca, que se esqueceu de falar com o primo Bob antes que a noite chegasse.

A biblioteca do escritório não é apenas de obras jurídicas. É uma biblioteca completa, com estantes ocupando todas as paredes, e escadas e caminhos. São três andares repletos de livros, periódicos e papeis de todos os tipos e épocas.

O jovem aprendiz de advogado descobriu que não estava sozinho na biblioteca, como pensava. Aliás, percebeu que estava acompanhado por uma quantidade grande de pessoas, uma diferente da outra. Ficou surpreso. De onde vieram aquelas pessoas? Sua surpresa se dava porque várias daquelas pessoas usavam trajes diferentes, típicos de certas regiões do planeta. Havia indianos de sári, africanos com suas roupas de cores quentes e vivas, bem como outras pessoas com trajes mais comuns, embora com fisionomias que mostravam ser tais pessoas provenientes de outros países e outras culturas.

Caminhando pela extensa biblioteca, Miguel acabou parando perto de um enorme balcão de madeira. Não demorou muito para que um homem vestido de terno e gravata o abordasse.

– Senhor Miguel, meu nome é Paul. Sou gerente de acervo latino-americano da biblioteca do senhor Bob. O senhor Bob pediu-me para que eu lhe explicasse que esta não é uma simples biblioteca para uso de advogados do escritório. A construção do acervo aqui presente começou há alguns séculos e é disponibilizada para que pesquisadores consultem as obras desta biblioteca. O senhor deve ter notado que há um grande espaço aqui, e que há pessoas de vários lugares do mundo. Alguns deles vêm para cá com financiamento de programas de pesquisa em seus países. Outros vêm por conta própria. O importante é que o acervo aqui é muito rico e muitos pesquisadores passam bastante tempo por aqui para ampliar seus conhecimentos.

– A biblioteca é impressionante… – disse Miguel, um pouco tonto.

– Caro senhor Miguel, estou ciente de que você está iniciando seus conhecimentos na área do direito. O senhor Bob me disse que você deverá começar estudando sobre o ordenamento jurídico brasileiro, o que é uma ótima escolha para o início. Eu o ajudarei aqui na biblioteca. Mas hoje, sugiro que o senhor apenas sinta a biblioteca e observe. É melhor do que começar a ler alguma coisa hoje mesmo. Está de acordo?

– Sim… – respondeu Miguel, ainda tonto.

Paul pediu licença e deixou o rapaz entregue novamente à biblioteca. Mas, mal se voltando para voltar a transitar pelo lugar, deparou-se com uma jovem muito bonita que estava olhando atentamente para ele. Ela se apresentou como Claire, da França. Falava um português com sotaque bastante agradável.

A parte 2 de A Descoberta do Ordenamento Jurídico Brasileiro termina aqui.

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