Até o título foi difícil de escrever

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Sem querer reclamar, tenho que dizer: ninguém imagina o quanto está sendo difícil escrever mais posts aqui no blog. Até o título deste post foi difícil de escrever. Há várias semanas, desde antes mesmo de o Forense Contemporâneo fazer cinco anos, estou pensando (na verdade, tentando pensar) em alguma fórmula, ideia ou algo deste tipo para fazer o blog estourar de posts criativos e sensacionais, proporcionando aos leitores aquela deliciosa sensação de poder acompanhar um blog bastante atualizado, prazeroso de se ler e, claro, útil em suas vidas.

Ok, este é mais um daqueles “momentos desabafo”, que alguns podem até achar inadequado para um blog jurídico. Mas, por outro lado, tenho lido que não devemos pensar tanto no que as outras pessoas pensam, caso contrário ficaríamos imóveis de tão inibidos. Aí está uma grande questão… não contem pra ninguém, mas eu me importo com o que os leitores pensam…

Aliás, acho que muita carga vem do que os leitores de blogs esperam dos autores dos posts. Leitores de blogs? Estou desconfiado que isto é uma coisa bem mais rara hoje em dia do que imaginamos. E estou começando a me dar conta de que blogar em 2010 é bem diferente do que foi blogar em 2005, 2006 ou 2007…

Coisas me passam pela cabeça, coisas que poderiam ser feitas aqui no blog. Tem algumas coisas atrasadas, um texto de Dirk Helbing para ler (e depois, não sei quando, escrever algo sobre o assunto, numa segunda parte de um post já publicado), além de uma história fictícia sobre o ordenamento jurídico brasileiro, que fala sobre um rapaz chamado Miguel e sua “empolgante” viagem através dos conhecimentos básicos sobre o direito.

Ah, claro… há os assuntos do direito na atualidade… ficha limpa, processo civil novo, regulamentação da internet e por aí vai… Temas novíssimos que demandam análises pacientes e reflexões profundas. Como “blogar” sobre isso?

Nos pouco mais de cinco anos de “blogagem” jurídica, aprendi algumas técnicas de como manter uma certa frequência nas postagens, escrever textos interessantes (ou que ficassem interessantes por algum tempo), e eu acredito ter escrito posts no mínimo razoáveis. Mas, e daí?

Ainda sem estar fazendo algum tipo de reclamação, sinto uma falta geral de feedback, no blog, entre blogs, entre mídias diferentes dos blogs. Não estou pedindo um feedback. Apenas estou tentando entender o que se passa e estremeço ao pensar que o Forense Contemporâneo talvez não esteja sendo suficientemente interessante e útil como eu gostaria que fosse. Mas, também, tenho recebido congratulações por causa do blog, e por estas congratulações agradeço muito.

Será que o Forense Contemporâneo precisa de férias ou de uma casa de repouso? Espero que não esta última.

Observação: quase não publiquei este post.

4 Comentários

  1. Gustavo.

    Gosto de ler seus textos. Muitos me inspiram.
    Acho vc um vanguardista. E toda a mudança, no início é relutante aceitar.

    Não se questione demais, somente prossiga neste belo trabalho que vem fazendo.

    abraços

  2. Gustavo!
    Estou começando a “blogar” agora em 2013!
    e antes de ver esse seu desabafo, já tinha utilizado de suas palavras para descomplicar os meus entendimentos!
    Não pare,viu? não tinha me passado pela cabeça ao menos passar um feedback, devido a euforia das provas e entregas de trabalho, no entanto, com esse post difícil que você quase não postou me despertou a importância de fazer isso! Ainda mais eu, que pretendo seguir um caminho do qual você já sabe as complicações e as satisfações, assim espero, não é?

    • Olá, Eder! Obrigado pelo comentário e pela visita. Parabenizo-o pela iniciativa de blogar e espero que você tenha muito sucesso.

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