Bom dia, jurista!

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Hoje é segunda-feira e mais uma semana começa. Sei que em muitos e muitos casos não podemos dizer que a semana de trabalho está começando agora, já que para muitos juristas a semana de trabalho pesado, árduo e desgastante está apenas continuando. Trabalhar continuamente, passando por cima de feriados e finais de semana, tem sido cada vez mais comum. Enquanto projetos, técnicas e tecnologias se desenvolvem prometendo ajudar os juristas a completar suas tarefas em menos tempo, parece que paradoxalmente o trabalho só tem aumentado.

Os juristas estão passando mais tempo conectados à internet. Sem uma estatística sobre isso, faço apenas uma estimativa: mais mensagens sobre direito no Twitter, mais blogs jurídicos e mais debates sobre direito em muitas outras ferramentas de comunicação e colaboração disponíveis na web. Ao lado disso, o volume de trabalho parece sempre aumentar, de modo que, depois de um longo dia de trabalho, o jurista dorme poucas horas para acordar surpreso com uma nova pilha de atividades para realizar e informações para absorver e assimilar.

Se você se identifica com o que foi dito nos parágrafos acima, merece uma congratulação gigantesca! Você acorda cedo e dorme tarde (quando dorme). Deve ser um cliente conhecido da estante de analgésicos da farmácia. Sabe melhor do que ninguém prever o momento exato da chegada daquela dor de cabeça, e compreende muito bem por que os fabricantes de remédios ganham tanto!

Mas, quantas vezes por dia você ouve palavras de reconhecimento por todo o seu esforço e dedicação? Muitos de nós temos a bem-aventurança de receber regularmente palavras de apoio, reconhecimento e motivação. Mas nem sempre é assim. Nem sempre há reconhecimento por tanto trabalho.

Por isso, se você tem trabalhado muito mais horas do que acha que deveria, mas mesmo assim continua se dedicando, se atualizando, se comunicando e debatendo; se você deixa de descansar nos finais de semana para que consiga cumprir seus prazos; se você lida diariamente com a sensação de que quanto mais tarefas você realiza, mais trabalho aparece; então saiba que você merece, sim, congratulações! E se você se sente bem sendo reconhecido pelo seu empenho, saiba que você também pode fazer alguém se sentir bem com o reconhecimento.

Bom dia, jurista!

Hoje é segunda-feira e mais uma semana começa. Sei que em muitos e muitos casos não podemos dizer que a semana de trabalho está começando agora, já que para muitos juristas a semana de trabalho pesado, árduo e desgastante está apenas continuando. Trabalhar continuamente, passando por cima de feriados e finais de semana, tem sido cada vez mais comum. Enquanto projetos, técnicas e tecnologias se desenvolvem prometendo ajudar os juristas a completar suas tarefas em menos tempo, parece que paradoxalmente o trabalho só tem aumentado.

Os juristas estão passando mais tempo conectados à internet. Sem uma estatística sobre isso, faço apenas uma estimativa: mais mensagens sobre direito no Twitter, mais blogs jurídicos e mais debates sobre direito em muitas outras ferramentas de comunicação e colaboração disponíveis na web. Ao lado disso, o volume de trabalho parece sempre aumentar, de modo que, depois de um longo dia de trabalho, o jurista dorme poucas horas para acordar surpreso com uma nova pilha de atividades para realizar e informações para absorver e assimilar.

Se você se identifica com o que foi dito nos parágrafos acima, merece uma congratulação gigantesca! Você acorda cedo e dorme tarde (quando dorme). Deve ser um cliente conhecido da estante de analgésicos da farmácia. Sabe melhor do que ninguém prever o momento quase exato da chegada daquele dor de cabeça, e compreende muito bem por que os fabricantes de remédios ganham tanto!

Mas, quantas vezes por dia você ouve palavras de reconhecimento por todo o seu esforço e dedicação? Muitos de nós temos a bem-aventurança de receber regularmente palavras de apoio, reconhecimento e motivação. Mas nem sempre é assim. Nem sempre há reconhecimento por tanto trabalho.

Por isso, se você tem trabalhado muito mais horas do que acha que deveria, mas mesmo assim continua se dedicando, se atualizando, se comunicando e debatendo; se você deixa de descansa nos finais de semana para que consiga cumprir seus prazos; se você lida diariamente com a sensação de que quanto mais tarefas você realiza, mais trabalho aparece; então saiba que você merece, sim, congratulações! E se você se sente bem sendo reconhecido pelo seu empenho, saiba que você também pode fazer alguém se sentir bem com o reconhecimento.

9 Comentários

  1. Gustavo,

    Sou advogado por vocação, e exatamente por isso nunca fiz concurso público para cargo algum. Amo o meu trabalho, mas confesso que só num ponto tenho uma pontinha de inveja da magistratura: Juiz (aqui no Amazonas) trabalha de 8 às 14 (quando isso), tem assessores, e além de gozar de 60 dias de férias anuais, não leva processo para despachar em casa. Em contra-partida, são 00:30 de domingo para segunda, e estou aqui acordado, preparando coisas do meu trabalho tal como fiz por todo esse feriado, e como tenho que fazer durante a noite quando tiro 10 dias a 15 dias de férias. Eu realmente gostaria de ativar um botão, e me desligar para os problemas de clientes. No entanto, tem coisas que são indelegáveis e tem coisas que o cliente espera (ou exige) que você cuide pessoalmente, e não por intermédio de outro advogado do escritório. (E é claro que esse tipo de problema sempre ocorre no meio das minhas férias).
    Portanto, como um advogado que tem amor à causa, e está de madrugada tocando o trabalho, agradeço o post.
    um grande abraço,

    Daniel

    • Olá, Daniel!

      Que bom que você visitou o blog e escreveu um comentário! Além de toda essa sua dedicação no trabalho, inclusive com as atualizações de seu blog (o bLex), você ainda pode visitar o Forense Contemporâneo e escrever seu comentário. Muito obrigado! Acredito que os juízes também vivam seus desafios diariamente. Enquanto muitos advogados ficam até altas horas da madrugada pesquisando e compondo petições para tentar mais uma vitória judicial, talvez vários juízes, embora não levem processos para casa, estejam agora mesmo acordados refletindo se sentenciaram com consciência e justiça.

      Mais uma vez, obrigado! Abraços!

  2. o pior é quando nós trabalhamos tanto, pautados nossos esforços na segurança jurídica, e num piscar de olhos, valendo-se do poder financeiro, os entes dominadores (principalmente o Poder Público) mudam uma lei ou jurisprudência que era esmagadoramente favorável aos nossos clientes. Aí as noites de sonos perdidas não são mais de trabalho mas sim de preocupação. Então doutores… acostumem a dormir pouco mesmo, pois se não perdemos o sono por excesso de laboro, perderemos por excesso de responsabilidade.

  3. Gustavo, vou imprimir o post e deixar “sem querer querendo” sobre a da mesa do “chefe”.
    Brincadeira a parte, na minha humilde opinião vc retratou uma das regras de ouro – por isso mesmo rara – de um ambiente saudável e promissor
    Acredito que a falta de reconhecimento afasta “líderes” de “colaboradores”, enquanto que o reconhecimento pode ser o estímulo que faltava para o empenho cada vez maior de todos.
    Abraço e parabéns pelo blog.

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