Como estudar para o Exame de Ordem (5 lições para detonar na prova da OAB)

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É quase óbvio que este post é uma grande atração, por causa do título. E, se o publiquei, é porque o conteúdo diz respeito exatamente ao que o título diz. Mas, antes de qualquer coisa, um aviso: o que você vai ler neste post pode chocar você e, talvez, até mesmo mudar a sua vida. Cabe a você decidir se quer ou não quer continuar a leitura.

OK! Você continuou a leitura. Listarei e explicarei brevemente cinco coisas que estão entre os pontos que considero deverem ser considerados com atenção e calma, a fim de que o candidato do Exame de Ordem dê uma reviravolta na sua rotina de estudos, de uma forma rápida e eficaz.

Considere o conteúdo deste post como um convite a pensar. Leia, pense sobre o assunto e, se quiser, faça algumas experiências. Você não vai gastar mais do que um dia para isso. Não vou defender, aqui, a eficácia dessas lições. Quem vai fazer isso é você, caso elas funcionem para a sua vida. Combinado?

Vamos lá!

Lição 1 – Dignidade: Tire a OAB do pedestal

Tem sido martelado na sua cabeça que você não é nada enquanto não passar no Exame de Ordem. Talvez não aconteça isso de forma direta e clara, e talvez algumas pessoas tenham a sorte de não encarar essa sugestão mental nas suas vidas. Mas, é comum que a OAB seja vista pelos estudantes e bacharéis como algo muito distante, inatingível, olímpico.

Não estou dizendo para rebaixarem a OAB. Apenas estou dizendo para vê-la como ela é: uma entidade de classe, importantíssima para o Brasil em diversos sentidos, e em cujos quadros se ingressa por meio de uma prova chamada Exame de Ordem.

Acontece que tem muita gente que adora fazer tudo isso PARECER difícil. Acredite: não é difícil. Você deve ter dado uma risada agora. Acabe de rir e leia de novo: não é difícil. Se fosse difícil, um cursinho jurídico não conseguiria passar, em 6 meses, a matéria atualizada de 5 anos de faculdade…

Então, quando for estudar, lembre-se de que as coisas são mais simples do que as pessoas costumar acreditar. Veja-se como uma pessoa que estuda e que passará por uma prova, e não como alguém pequeno, inferior e imérito. Seu caminho é seu. Avance.

Lição 2 – Silêncio: Evite as conversas paralelas

As pessoas inventam coisas. No meio jurídico, quando o assunto é estudar para provas e concursos, o nível de invenções fantasiosas cresce de maneira excepcional.

Hoje em dia, a coisa está ainda pior: as baboseiras circulam com toda a intensidade nas redes sociais, em especial o Facebook. Minha receita é: não tente filtrar. Considere tudo como sendo conversa paralela e vá estudar. Dicas, rumores, fórmulas, resumos, slides, vidência, apostas… Isso tudo distrai você e diminui o seu desempenho.

Caso você sinta uma real necessidade de ler ficção, compre um livro. Um Harry Potter, um Senhor dos Anéis, um Pequeno Príncipe… Alguma coisa de qualidade que ocupe o lado imaginativo da sua cabeça. Mas não o Facebook!

Lição 3 – Discernimento: Saber é diferente de memorizar

Não vou tentar, aqui, conceituar o termo “saber”. O que é importante perceber, no momento, é que o saber tem uma relação dinâmica com a sua vida. Não me parece que seja possível medir o saber como um todo e, além disso, o saber está sempre em movimento. É algo complexo.

Memorizar é simples. E Exame de Ordem é memorização, infelizmente. Quer uma prova? Você pode perder um ponto se confundir entre os termos provimento e resolução, numa pergunta que reporta a algum artigo normativo. Mas, se você se lembrar da palavra que estava escrita na norma, você ganha o ponto (e nem precisa saber qual a diferença entra as palavras!).

Divida seu estudo em duas partes: absorver e memorizar. Nas sessões de absorção, leia com fluência e tranquilidade, e faça uma marca nos pontos que você acha que precisará decorar. Em outros momentos, faça sessões de memorização, nas quais você não vai aprender nada ou quase nada, mas vai rechear o seu saco de moedas de ouro.

Lição 4 – Curiosidade: Seja um autodidata

Você não precisa que alguém te diga o que e como estudar. Aliás, se você buscar por si mesmo e aproveitar as sugestões com sabedoria, pensando com a sua própria cabeça, você irá mais longe e mais rápido.

Não ser autodidata levaria a você uma enorme desvantagem: a dependência. Assim, não buscar com a própria iniciativa e curiosidade, faria com que você ficasse em atitude de espera, tornando você uma pessoa fácil de manipular. Você não quer isso.

Ainda não está convencido? Então vou citar Albert Einstein: “A curiosidade é mais importante do que o conhecimento.”

Lição 5 – Consciência: Pise no chão (e fuja do folclore jurídico)

O depois também apavora. É comum que o ser humano tenha medo do desconhecido. E o futuro é SEMPRE desconhecido. O problema é que, sabe-se lá o motivo, existe uma espécie de folclore jurídico que vai se espalhando de ouvido em ouvido.

São as tais “regras não escritas” da advocacia. São mitos como: “o mercado está saturado”, “advogar não compensa”, “bom mesmo é concurso público”, “nesta cidade, o fulano de tal é que atua na área que eu gosto e, então, não há chances”, “cliente não paga”, “tem que ser generalista, senão não sobrevive” e assim por diante.

Você deve estar pensando em outros mitos, não é? E vai concordar comigo se eu disser que essas coisas atemorizam. Se você der atenção ao folclore jurídico e todas as superstições que o rondam, a sua rotina de estudos ficará cheia de ansiedade, medo e preocupação. Resultado: desempenho ruim no Exame de Ordem.

Pise no chão. Livros de auto-ajuda são boas pedidas para conseguir isso. Leia, por exemplo, “O Método”, de Phil Stutz e Barry Michels (o link afiliado é para a versão e-book, na Livraria Cultura).

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