De deixar qualquer um doente

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Não é todo dia que os advogados olham para suas listas de tarefas no início do dia e acham que aquele é um ótimo dia. Aliás, isso parece ser bem raro, embora eu não tenha as “provas científicas” para afirmá-lo. Baseio-me no que vejo no dia-a-dia.

Protocolar uma petição iniciando um processo que vai demorar anos; lidar com todos os tipos de juízes; enfrentar as filas dos bancos e cartórios. No mínimo, pensa-se em dor-de-cabeça.

Mas para os juízes a situação não é melhor. Todos os dias eles têm que realizar audiências, muitas vezes somente cuidando de defeitos processuais, o que pode ser extremamente maçante. Isso sem contar as pilhas de processos que despencam em suas mesas, diariamente.

E os estudantes de direito? Aulas, provas, estágios…

Estou apenas dando exemplos, porque todo jurista (advogados, juízes, promotores etc.) têm de enfrentar situações que podem deixar qualquer um doente.

Por isso, fico imaginando: qual será o remédio preferido deste ou daquele jurista? É só uma curiosidade. Será que a Dipirona Sódica habita os bolsos dos paletós dos advogados? Ou será o Paracetamol? Nos filmes americanos vemos muito se falar em Aspirina (Ácido Acetil-Salicílico). E quando o assunto não se resume a uma dor-de-cabeça, mas chega na acidez ou má-digestão – lembro-me dos famosos anti-ácidos e, claro, do sal de fruta – e também na ansiedade?  Pois é, a vida do jurista não é muito fácil.

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Gustavo D'Andrea é advogado especializado em Direito Digital, mestre em Ciências (Psicologia) pela FFCLRP-USP e doutor em Ciências (Enfermagem Psiquiátrica) pela EERP-USP. Mantém o blog Forense Contemporâneo desde 2005 e criou a Forensepédia.