Documentário sobre exame de ordem nos Estados Unidos

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O Exame de Ordem é difícil? Pelo menos, ele é assim considerado pela maioria dos recém-formados Bacharéis em Direito. Todo Bacharel em Direito sabe qual o sentimento que antecede as provas do Exame da OAB, seja em qual Estado for. Mesmo os mais brilhantes alunos ficam extremamente apreensivos diante das provas do Exame.

Eu já passei por isso, também. E por isso, eu gostaria que o Exame de Ordem pudesse ser menos assustador para os próximos que irão prestá-lo. Acabo de ler um post no Law Blog (blog do Wall Street Journal Online sobre direito e negócios) que certamente vai dar uma nova perspectiva para quem está prestando o Exame de Ordem.

O post se intitula “Bar Exam, The Movie!“. Bar Exam é o exame para advogados, nos Estados Unidos, similar ao nosso Exame de Ordem. Pois bem: há agora um documentário sobre o assunto, como informa o post! O título do documentário será “A Lawyer Walks into a Bar” (numa tradução livre, seria algo como “um advogado entra na Ordem dos Advogados”, contando a história de seis pessoas que irão prestar um exame na Califórnia. O post indica que o exame de ordem na Califórnia é considerado um dos mais difíceis dos Estados Unidos.

Tenho uma amiga que vai prestar o Exame de Ordem pela 5ª vez. De fato, não é fácil prestar o Exame de Ordem várias vezes. Entretanto, quem acha que prestar o Exame de Ordem cinco vezes é muito, leiam o que o post mencionado fala sobre Donald Baumeister. Ele é um dos que prestam o exame da Califórnia, no documentário. Ele foi reprovado 41 vezes (no documentário, ele faz a sua 42ª tentativa). E então, cinco vezes parece não ser tanto, ao menos relativamente.

O site do documentário mostra uma maleta aberta. Nela está uma espécie de petição inicial manchada de café (mas, na verdade, é a sinopse do filme em formato de petição – colocando a Camel’s Back Films LLC, agindo como autora em causa própria contra o exame de ordem, como réu). Há também uma escova de dentes, um frasco de bebida, um baralho, entre outras coisas, tudo dando um tom cômico ao assunto.

Provavelmente os candidatos dos exames de ordem brasileiros vão querer assistir ao documentário. E boa sorte ao Sr. Baumeister, na sua 42ª tentativa.

8 Comentários

  1. A UNICA COISA QUE ACHO INTERESSANTE NÃO É SOMENTE COMENTAR SOBRE A DIFICULDADE, MAS TAMBÉM FALAR SOBRE A INDUSTRIA QUE SE FORMOU EM CIMA DO EXAME DE ORDEM, O BRASIL NÃO TEM AS MESMAS PRERROGATIVAS AMERICANAS E ADEMAIS LÁ QUEM APLICA É O ESTADO E NÃO A OAB, OUTRO FATO INTERESSANTE QUE DEVERIA SER POSTADO PELOS DEFENSORES DO EXAME, É O FATO DE EXISTIREM FALCATRUAS, PESSOAS NÃO QUALIFICADAS CORRIGINDO A PROVA E O VERDADEIRO SORTEIO QUE ELA SE TORNOU, E FALE TAMBÉM DOS 60 MILHÕES GANHOS ANUALMENTE PELA OAB E QUE TALVEZ SEJA POR ISSO QUE ELA LUTE TÃO FERRENHAMENTE PELA DEFESA DA SOCIEDADE LIVRANDO-A DOS BACHARÉIS NÃO QUALIFICADOS, RESERVANDO ASSIM O MERCADO.

  2. ACEFALIA JURÍDICA

    Mais uma vez as cenas se repetem. As cenas de uma peça exaustivamente encenada por protagonistas que, fechadas as cortinas, comprazendo-se com as luzes dos holofotes a eles, tão somente a eles voltadas põem-se a rir dos coadjuvantes.
    Esse teatro deliberadamente escolhido pela OAB – Ordem dos Advogados do Brasil – já virou rotina no País onde, segundo a Constituição Federal, todos são iguais. Ordem? Não envolve aqui uma ironia? Afinal o que significa ordem a não ser o cumprimento da Constituição Federal? Continuemos. Os dignos doutores escolhidos para representar a Ordem dos Advogados do Brasil, em sua pretensa onipotência, ao publicarem os resultados das provas obrigatórias para que os bacharéis em Direito conquistem o direito de exercerem a profissão, promovem um alarido capaz de fazer inveja a um afinado bando de gralhas. Comédia ou tragédia? Até isso fica difícil determinar diante da publicação dos resultados pífios das últimas provas, pois como a flauta que usa o sopro do flautista, esses protagonistas põem-se a entoar uma ode conhecida: os candidatos não sabem ler, não saber interpretar, não têm conteúdo. Provocam perplexidade. São uns despreparados saídos de cursos reprováveis, mas autorizados pelo MEC que, além de não avaliar aqueles já existentes, continua a conceder autorização para o funcionamento de uma infindável catarata de outros. E mais, magnânima que é, a OAB, sob o manto diáfano da justiça, – quanta pretensão! – argumenta que o grau de dificuldade proposto nas referidas provas é condizente e se justifica pela proteção que ela, por meio de provas de conhecimento, confere à sociedade contra os maus profissionais. Isso mesmo, proteção a uma sociedade amedrontada pelos privilégios dos bandidos à solta nas ruas; pela impunidade daqueles que assaltam o poder público, descaradamente; proteção a uma sociedade que transita à mercê da sorte.
    Por sua vez, o MEC dispara justificativas a respeito do empenho e zelo no quesito fiscalização dos cursos já existentes, bem como rigor na autorização para funcionamento de outros novos. Rebate as acusações lançadas pela Ordem com invejáveis discursos, cujo mote sistemático são as suas modernas políticas educacionais.
    Simultaneamente a essa luta entre elefantes – paráfrase de um conhecido provérbio africano -, o capim vai morrendo a cada nova prova.
    Em consequência, não fica difícil depreender que esses gênios – não poderia ser diferente – façam parte não apenas do poder, mas de um deserto de homens e ideias.
    Afinal, por que a OAB não volta as suas preocupações para a educação-base, aquela que será o alicerce do indivíduo por toda a sua vida; não volta as suas ideias à elaboração de projetos capazes de preparar melhor os professores, reavaliar os programas da falida educação brasileira? Não seria proveitoso ouvir a sociedade – ela tem idéias, sim -, oferecendo-lhe oportunidades de uma participação maior? Não seria adequada uma revisão nas grades dos cursos de Direito que, ao envolverem todos os seus ramos, exige que o acadêmico e futuro operador do Direito seja um polivalente nato? Evidentemente não descartamos a prática de um conhecimento geral do mundo afeito ao Direito, todavia, entendemos que ao acadêmico deva ser dada a oportunidade de, no decorrer do curso, fazer a sua opção pelo ramo desejado; opção essa que, além de eficaz na formação de profissionais especializados pouparia tempo do acadêmico, a exemplo daquele que, mesmo odiando Direito Penal vê-se obrigado a chafurdar no Código Penal em detrimento do ramo por ele escolhido, tão somente para prestar a referida prova e, depois fechá-lo para sempre. Só não enxerga a obviedade da questão aqui discutida aqueles que permanecem deitados em berço esplêndido.
    Outrossim, vale ainda lembrar aos donos da verdade, sim, aqueles mesmos que propõem questões erradas e depois passam pelo constrangimento – ficariam eles constrangidos? – da anulação das mesmas que, críticas desacompanhadas de sugestões ou solução não merecem credibilidade, não têm eco.
    Isso posto, faz-se mister lembrar à ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL que os bacharéis em Direito não são analfabetos funcionais como sugere, mas vítimas das deficiências, em especial, do ensino do primeiro grau, bem como da incompetência velada daqueles que detêm o poder com o qual se deliciam.
    Afora tantos descalabros, cabe-nos esclarecer não sermos contrários às provas da OAB, mas à prepotência dessa instituição; à sua inércia diante de fatos estapafúrdios que atormentam a sociedade. Somos contrários às críticas depreciativas desferidas aos candidatos. Somos contrários às regras definidas para a realização de referidas provas, a exemplo a obrigação de refazer a primeira fase em caso de reprovação na segunda. O cerne dessa exigência, a nosso ver injusta, provavelmente resida no pagamento da taxa de inscrição que, consequentemente, seria reduzida à metade.
    Por fim, diante de fatos tão contraditórios, só nos resta aplaudir o Tiririca, membro da Comissão de Educação do Congresso e que, como é sabido, precisou tão somente de uma provinha – sem segunda fase e sem taxa de inscrição -, para conquistar o direito de assumir uma cadeira no Congresso Nacional, bem como registrar que a autora deste texto – acadêmica de Direito -, caso não obtenha aprovação nos exames a serem prestados, será mais uma a juntar-se à legião de bacharéis burros, analfabetos e despreparados para o exercício do Direito, ao tempo que os detentores do poder continuarão a assimilar o anomismo egônomo do rei Luís XVI e a exercitar a sua célebre frase: L’Etat c’est moi!
    Aplausos para Tiririca. Fechem-se as cortinas e até o próximo ato.

    JULIETA DE OLIVEIRA ANDRADE
    Maringá, 15 de julho de 2011
    julietandrade@hotmail.com

    • Cara Julieta

      Não tenha dúvida que devido a sua desenvoltua na escrita, certamente será aprovada no temido exame. Verá ao final que este é necessário…
      Sucesso,
      Vandelson Vieira da Rocha
      Advogado OAB/RJ 163206

  3. APOSTO QUE ESSES JUIZES, DESEMBARGADORES E MINISTROS QUE NO PASSADO HOMOLOGARAM SEUS DIPLOMAS PEGANDO A TÃO SONHADA CARTEIRINHA NÃO PASSARÃO NESSA ORDEM, CASO TENHAM QUE FAZÊ-LO, POIS PENSO QUE A TÍTULO DE HABILITAÇÃO, ESTA DEVERIA SER IGUAL A DE MOTORISTA TENDO VALIDADE POR CINCO ANOS SENDO OBRIGATÓRIO UM NOVO EXAME E AÍ VERÍAMOS SE ELES PASSARIAM !!!ELES QUEREM POUCAS PESSOAS A LUTAR POR JUSTIÇA SOCIAL E ISSO NÃO INTERESSA A MAIORIA QUE DETÉM O PODER, POR ISSO QUEREM RESERVA DE MERCADO. ESSES SENHORES DA OAB E ETC SÃO UNS HIPÓCRITAS……..

  4. Boa tarde, li alguns textos aqui mencionados ou publicados, como queiram…
    Bem, sou bacharel em ciências jurídicas desde 2003, de lá pra cá, prestei, ( sem entender o porque ), alguns ditos ” exames de ordem ” evidentemente sem êxito.
    Choca-me a ideia de tal exame quando começo a vislumbrar carreiras outras de segmentos profissionais diversos, que acertadamente jamais implantaram tal sistema.
    Sistema que, diga-se de passagem, é inconcebível do ponto vista constitucional, não vejo outra funcionalidade á não ser a de ” alimentar ” o bel prazer de poucos ” semi-deuses “, pois assim sentem-se aqueles que elaboram os tais exames…
    As vezes pergunto-me, se o mesmo exame aplicado à nós ” reles e mortais ” bacharéis, se esse mesmo exame fosse aplicado hoje aos mesmos que elaboram os tais certames, ou até mesmo aos que já possuem a carteira da ordem, qual seria a margem de erros e acertos ???
    Entretanto, não estamos aqui querendo constranger, nem tão pouco menosprezar quem quer que seja, mesmo aqueles que já passaram, sem necessidade alguma por isso. A ideia é questionar a necessidade de tal exame.
    Senão vejamos, digamos que se derrubem realmente essa ideia de exame da ordem, concordam comigo que aquele que de fato e de direito trabalhar corretamente na área, agindo sempre com probidade, condignamente e retidão no que faz, será um exemplo a ser seguido, portanto, prosperará.
    Em contra partida, quem desta forma não agir, estará fadado ao fracasso e ao insucesso.
    O que significa dizer que, com ou sem o exame de ordem, o melhor preparado terá sucesso profissional ( assim, não é o ” tal ” exame quem decide a realidade da vida profissional, e sim a competência do profissional ).
    Qual de nós não conhece ou já ouviu falar de ao menos meia duzia de amigos, conhecidos, colegas, etc…, que já estão completamente estabilizados profissionalmente na carreira do direito, com seus escritórios montados e uma carteira de clientes as vezes invejável aos olhos do mercado, que simplesmente não CONSEGUEM passar no exame de ordem, mas, que elaboram peças com magnífica facilidade, fundamentando seus argumentos de forma á deixar qualquer magistrado impressionado, tamanha maestria com a qual são ali declinados os fatos e outros que tais ?
    Impedidos de assinarem suas próprias peças, valem-se as vezes de outro colega que já tenha sua inscrição naquela dita ” Ordem dos Advogados do Brasil “, conhecida também como ” OAB “, para que o façam !!!
    Ora, deixemos de mediocridade e hipocrisia, sejamos práticos, autênticos, por outro lado, quantos outros também não conhecemos que já possuem suas tão almejadas carteiras de advogado e se gabam quando questionados qual a profissão exercida, ” SOU ADEVOGADO “, ora, ora, ora,…
    Aqui mesmo, acompanhando esse mesmo assunto, tive o prazer de ler neste blog, uma opinião de outra bacharel ou bacharela, tanto faz, que permito-me citar o nome dela, ( JULIETA DE OLIVEIRA ANDRADE – Maringá, 15 de julho de 2011 ), onde ela foi extremamente feliz em seu comentário, que dizia e aqui permito-me transcrevê-lo: ” Por fim, diante de fatos tão contraditórios, só nos resta aplaudir o Tiririca, membro da Comissão de Educação do Congresso e que, como é sabido, precisou tão somente de uma provinha – sem segunda fase e sem taxa de inscrição -, para conquistar o direito de assumir uma cadeira no Congresso Nacional, bem como registrar que a autora deste texto – acadêmica de Direito -, caso não obtenha aprovação nos exames a serem prestados, será mais uma a juntar-se à legião de bacharéis burros, analfabetos e despreparados para o exercício do Direito, ao tempo que os detentores do poder continuarão a assimilar o anomismo egônomo do rei Luís XVI e a exercitar a sua célebre frase: L’Etat c’est moi!
    Aplausos para Tiririca. Fechem-se as cortinas e até o próximo ato “.
    Parabenizo a colega, essas foram suas sábias palavras, com as quais, assim pretendo, com a vênia dos demais, encerrar minha humilde e singela opinião á respeito do episódio, torcendo para que prevaleça o bom senso e acima de tudo o ” fumus boni iuris “…
    Entrementes, por enquanto, ainda acredito no Direito e na Justiça.
    VOTO SIM PELA EXTINÇÃO DO EXAME DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL E PELO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO DE ADVOGADO.

  5. no stf a decisão será puramente econômica, visto a criação mercadológica que o exame proporciona, uma rede integrada que vai desde a fabricação e distribuição de livros, além dos que crescem no vácuo da omissão do poder público, ou seja, os cursos preparatórios para oab. O QUE A OAB VAI FAZER É LEGALIZAR NA JUNTA COMERCIAL CONSTITUVIONAL NO STF OS SEUS ATOS CONSTITUTIVOS, PASSANDO aSSim a ser uma empresa que continuará ampliando de forma agora constitucionalizada o capital oriundo dos bacharéis. O stf será o meio pelo quql a indústria do exame se proliferará. o stf agora lembra a fala de um general francês, “o stf não é um lugar de gente séria,, não, não confundi, foi o brasil” oab determina ao stf ” L’ETAT C’EST MOI” CALA STF, NO BRASIL MANDA QUEM TEM DINHEIRO A OAB TEM, POR ISSO MANDA E O STF CUMPRE.

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