Ela desistiu de fazer Direito em Harvard. Quando chegou em casa, não acreditou no que viu

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Mary F. Downey, uma imigrante islâmica de 27 anos, estava passando pelos melhores momentos da sua vida, quando um fato inesperado fez com que precisasse trancar sua matrícula em uma das melhores faculdades de Direito do mundo: a Harvard. O problema era…

Ei, um momento!

Caro leitor! Você caiu numa pegadinha. Mas, continue lendo, porque realmente tenho uma coisa importante para te falar. Vale a pena ler e refletir.

Indo direto ao ponto: estamos, cada vez mais, perdendo nosso tempo com a absorção de informação inútil na Internet.

Você e eu sabemos que a todo momento, várias vezes ao dia, são compartilhados links com histórias “fabulosas” que são apresentadas da mesma maneira que apresentei no título deste post, fazendo com que as pessoas fiquem curiosas para descobrir o que de tão sensacional aconteceu com algum personagem.

Geralmente, são histórias vividas por pessoas de outros países, fazendo-nos entrar num estado de inconsciente entretenimento, imaginando como seria bom viver uma “grande história” ou ter fatos “maravilhosos” em nosso dia a dia.

Qual é o problema dessas viagens mentais? Duas coisas: o tempo que se perde com elas; e a desregulação de nossos mecanismos de prazer e conforto no recebimento de informação.

Uma quantidade inimaginável de informação compete pela nossa atenção hoje em dia, e não temos condições de absorver tudo o que nos chega ao conhecimento. Não somente não temos tempo para tudo isso, mas condições mentais também. É claro que existem técnicas para aumentar a capacidade do nosso cérebro, mas ainda há, em geral, muitos limites nesse campo.

Aqueles que desejam nossa atenção, para que cliquemos nos seus links passam, então, a usar de meios de persuasão para darmos preferência a eles. Um desses meios é colocar a nossa curiosidade em jogo, abordando vagamente algum assunto que nos toca os sentimentos e criar todo um contexto que, no fundo, é como um “canto da sereia”.

Você poderia dizer: “E daí? Estou só passando meu tempo e me divertindo.” Sim! Se, para você, é só isso, perfeito. Mas, estou convicto de que, para muitas pessoas é muito mais do que simples passatempo e entretenimento, e sim uma condição que chega a ser quase uma dependência, prejudicando a absorção de informações mais úteis e o desenvolvimento do pensamento consciente e crítico.

Além disso, há muitos estudos que mostram que o que fazemos (a leitura, por exemplo) provoca mudanças físicas em nosso cérebro, dando a ele características e conexões específicas. É o que chamam de neuroplasticidade.

Assista a um vídeo rápido, para entender melhor.

Esse alerta é principalmente voltado para os jovens, que ainda estão nas lutas mais difíceis da formação de suas personalidades.

Outra convicção que tenho — e que, no fundo, é o que me motiva a escrever este post — é a de que, nessa competição do mundo da informação pela nossa atenção, há muitos materiais realmente úteis que poderíamos absorver e nos desenvolver muito mais enquanto seres humanos.

A informação que absorvemos, interpretamos e refletimos, vai compondo aquilo que somos. Por isso, aqui está um convite à reflexão, não para dizer que tipo de informação é boa ou ruim, mas para sugerir que nos tornemos conscientes em torno daquilo que estamos absorvendo e como isso reflete nas nossas vidas, nas nossas relações e nos nossos direitos.

Agradeço pelo tempo que você dedicou lendo este post. Espero que tenha enriquecido a sua percepção. Seus comentários são importantes e muito bem-vindos!

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Gustavo D'Andrea é advogado especializado em Direito Digital, mestre em Ciências (Psicologia) pela FFCLRP-USP e doutor em Ciências (Enfermagem Psiquiátrica) pela EERP-USP. Mantém o blog Forense Contemporâneo desde 2005 e criou a Forensepédia.