Goiabadas e processos

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Aproveitando o assunto de ontem, contarei uma pequena história, e fica a cargo do leitor considerá-la verdade ou ficção.

Em um movimentado cartório de certo ofício cível de uma Comarca do Estado de São Paulo, estavam vários advogados no balcão, esperando ser atendidos pelo cartorário. Entrou então um homem simpático, carregando uma mala de viagem. Posicionou a mala sobre o balcão, e o cartorário que estava atendendo, e alguns outros cartorários que estavam por ali, esqueceram o que estavam fazendo para se direcionarem àquele simpático homem.

Os advogados olharam com curiosidade, epecialmente quando o homem que havia acabado de entrar estava abrindo a mala. Logo perceberam quem ele era: um vendedor de goiabadas, doces em calda e doce-de-leite. O cartorário atendente interessou-se pela goiabada, e perguntou o preço. Depois foi ver se tinha a quantia em sua carteira, pedindo ao vendedor que reservasse aquela goiabada – que, segundo o vendedor, estava “uma delícia”.

Tudo isso levou uns quinze minutos, se não vinte. Depois que o vendedor havia ido embora, um dos advogados, indignado como os outros, foi atendido e, quando o cartorário perguntou se ele precisava de mais alguma coisa, respondeu: “Por enquanto não. Mas, se precisar, peço a você quando estiver fazendo compras no supermercado”.

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Gustavo D'Andrea é advogado especializado em Direito Digital, mestre em Ciências (Psicologia) pela FFCLRP-USP e doutor em Ciências (Enfermagem Psiquiátrica) pela EERP-USP. Mantém o blog Forense Contemporâneo desde 2005 e criou a Forensepédia.

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