História imaginária 6 – Leia um blog (parte II)

2
💡

Leia também o post “História imaginária 6 – Leia um blog (parte I)“.

Na parte I da História imaginária 6, nosso personagem, o advogado Bob Law recebeu um telefonema desesperado de seu amigo Alberto, o Guarda-Napo. O amigo do Dr. Law precisava de ajuda para decidir que linha deveria seguir ao proferir uma palestra sobre meios de comunicação a juízes e desembargadores. Mesmo lendo jornais e revistas, Alberto não conseguia chegar a conclusão alguma. Bob Law recomendou, então, que Alberto lesse um blog.

Agora, Bob Law está dentro de seu carro, no estacionamento de seu escritório, pronto para dar a partida e voltar para casa. Eis que seu celular toca:

“O Fortuna / velut luna / statu variabilis / semper crescis / aut decrescis…”

Bob Law – Quem colocou essa música aqui? Odeio músicas em celulares! (Atende o telefone) Bob Law!

Interlocutor – Bob, Alberto!

Bob Law – Guarda-Napo! Como está, meu amigo? Já senti que sua voz está muito mais alegre do que no último telefonema!

Alberto – Pois, é. Li uns blogs…

Bob Law – Ótimo!

Alberto – Mas, não é exatamente por isso que estou feliz. Bem… há muitos blog ótimos, e outros nem tanto, assim como há jornais e revistas ótimos, e outros nem tanto. Você deve saber que há uma certa discórdia entre a mídia tradicional e os blogs. Todavia, a mídia tradicional tem seus próprios blogueiros, e os blogs interagem bastante com a mídia tradicional, talvez em caráter mais pessoal. Blogs são mais uma interessante forma de comunicação.

Bob Law – E aquela sua sensação de que tudo o que você lia resultava em uma pergunta sem resposta?

Alberto – Aí é que está! Descobri que a ausência de uma resposta definitiva não é um problema, pelo menos para a comunicação. Importante é o debate, com a pluralidade de pontos de vista, bem como as formas de transmitir tais pontos de vista. E foi exatamente sobre isso que procurei falar na palestra. No início, acho que a maioria dos magistrados ali presentes estava de má vontade, talvez pensando “mais um falador…”. Quando contei-lhes sobre a minha busca para decidir o enfoque da palestra e sobre as minhas leituras de jornais, revistas e blogs, eles começaram a se interessar. Em pouco tempo, um desembargador levantou sua mão, pedindo a palavra. Imagine só! Um desembargador, pedindo-me para falar! (Fez uma pausa) E, a partir daí acabou-se a palestra e iniciou-se um verdadeiro debate sobre as formas como os juristas em geral, e os magistrados em particular, poderiam ou deveriam se comunicar entre si e com outras pessoas. Alguns magistrados, inclusive, disseram que logo criariam blogs próprios. Foi uma noite inesquecível. E devo isso totalmente a você.

Bob Law – Alberto, fico muito feliz com o seu sucesso. Mas é certo que você teria chegado às mesmas conclusões com ou sem falar comigo.

Alberto – Você não muda! Mas não vou discutir. Enviei uma transcrição da palestra para o seu e-mail. Agora, preciso desligar. Abraço.

Bob Law – Lerei o mais breve possível. Abraço.

2 Comentários

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here