Kindle e os estudantes de direito

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Imagem: "My Moleskine Kindle case", por terry, no Flickr (licença CCBY).
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Tenho escrito, ao longo do tempo, alguns posts sobre livros e direito, incluindo opiniões sobre leitores de e-books e sobre livros que o estudante de direito (e de concursos também) deveriam ler. Hoje o post vai para uma linha um pouco diferente, e a inspiração para isto foram os escritos do Professor PIER. Procure por ele na Internet. Você vai gostar.

Imagem: "My Moleskine Kindle case", por terry, no Flickr (licença CCBY).
Imagem: “My Moleskine Kindle case”, por terry, no Flickr (licença CCBY).

Somente comentarei uma das várias coisas que normalmente não aprendemos antes de estudar, coisas que, se soubéssemos antes, teríamos uma outra vida em relação aos estudos. Nosso foco neste post será, simplesmente: a superioridade do papel face ao “digital”.

Sempre senti uma necessidade muito grande de aprender com papel em mãos, talvez por eu ter começado a usar computadores apenas no final da adolescência. Celular? Só no final… da faculdade! Depois, tornei-me um fã da tecnologia, admirado com as imensas possibilidades. Um pouco mais tarde, comecei a achar que as redes sociais estavam emburrecendo as pessoas a tal ponto que ficava praticamente impossível manter uma conversa normal com alguém. Mas, talvez eu estivesse errado.

Para falar a verdade, eu pensava que tudo isso não era nada além de características pessoais, ou seja, o meu próprio estilo de pensar e de fazer as coisas. Quando um colega me disse que estava estudando para concursos pelo Facebook, tive inicialmente aquela sensação de tudo-está-perdido, acabei sendo mais brando e pensei que minha surpresa se devia simplesmente ao fato de que eu não conseguiria fazer isso (estudar pelo Facebook). Aliás, o tempo ensinou que eu não conseguiria fazer mais nada pelo Facebook. Tanto é assim que eu nem tenho mais uma conta neste “lugar”.

Uma descoberta impressionante

Acontece que, recentemente, descobri uma coisa. De fato, e comprovado cientificamente, a tela do computador é nociva a qualquer trajetória de estudo que se pretenda empreender. E não se trata do cansaço visual ou coisa do tipo. Trata-se de nível de assimilação e aprendizado em relação ao que se estuda!

Você pode fazer uma pesquisa sobre isso. Para falar de uma forma mais contundente, rápida e eficaz, vou apenas colocar o título e subtítulo de uma

recall-what-you-read.html">matéria, em inglês, para que você fique convencido do que estou falando: “Want to Remember What You Read? Switch to Paper: Recent research suggests that digital readers don’t remember basic details as well as those who read from hard copies.”

Tradução livre: “Quer lembrar do que você leu? Mude para o papel: Pesquisa recente sugere que leitores digitais não se lembram de detalhes básicos que o leitores de cópias em papel se lembram.”

O que isso tem a ver com o Kindle?

É preciso deixar claro que a matéria à qual me referi critica exatamente o Kindle, explicando que são os leitores do Kindle que se lembram menos. A grande sacada é, realmente, fugir do “digital”, seja qual tipo for, e embarcar no papel.

Mas, no Brasil, quanto custaria voltar totalmente para o estudo em papel? Muito caro. Muito caro mesmo. Para muitos, impossivelmente caro. Assim, muita gente se vê quase que obrigada a usar o computador para estudar, e agora estas pessoas vão ficar mais desesperadas porque passaram a saber que seu estudo está sendo altamente prejudicado pela tecnologia.

Acontece que o Kindle poderia ajudar reduzir os danos. Primeiro, porque sua tela imita o papel (há versões com luz própria, mas estas estão descartadas nessa nossa análise). Segundo, porque é o melhor e-reader presente no mercado hoje, em termos de qualidade, velocidade e usabilidade. E, pelo fato de a Amazon (dona do Kindle) ter aberto sua loja virtual no Brasil há algum tempo, a tendência a haver mais opções de livros jurídicos disponíveis para o Kindle é bem mais intensa.

Aí está: o ideal seria passar para o papel de vez. Mas, na impossibilidade, dá para melhorar muito a situação, saindo de telas com luz própria para telas que imitam o papel. A sugestão do dia é o Kindle.

Como comprar um Kindle?

Você encontra o Kindle na loja virtual da Amazon. E, normalmente, chega bem rápido. Caso você queira acessar diretamente a página do produto para comprá-lo, basta clicar no link afiliado abaixo (para a versão mais simples, que é a melhor para os objetivos relacionados ao assunto deste post, ou seja, migrar para o que mais pareça com o papel).

Comprar: Kindle com tela sensível ao toque e Wi-Fi

Mas, há alternativas ao Kindle?

É preciso pesquisar. Existem opções como o Kobo, vendido pela Livraria Cultura, e o Lev, vendido pela Livraria Saraiva. Você pode, por exemplo, fazer uma pesquisa no site Buscapé. Para isso, você pode acessar o link afiliado abaixo:

Pesquisar leitores de e-books no Buscapé: link.

E você, concorda que o papel é melhor para estudar?

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1 COMMENT

  1. Adorei, Gustavo! Estava em dúvida se o Kindle seria útil aos estudantes de Direito. Olhei a praticidade, mas tive medo de não ter acesso aos livros jurídicos. Agora,menos um “problema de estudante” da lista. Valeu pela dica!!!

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