Pós-crise: Forense Contemporâneo está de volta!

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Para mudar é preciso ousadia. E para mudar de novo, o que é preciso? Bem… eu não sei responder a essa pergunta. Mas venho aqui perturbar ainda mais o sossego dos meus leitores com o deliciosamente monótono tema: a (oxalá já passada) crise do blog Forense Contemporâneo.

Quem esteve acompanhando este blog nos últimos meses sabe que ele havia sido “arquivado”, dando lugar a uma nova versão dentro do domínio da Forensepédia. Eu havia feito isso especialmente por causa de uma crescente pressão de bem-intencionados críticos que sugeriam as benesses do domínio próprio. Em outras palavras, não deveria, segundo eles, ser considerado bastante bom e respeitável um blog hospedado em um domínio gratuito, como o wordpress.com. Seria muito melhor passar para um domínio do tipo eu-ponto-alguma-coisa.

Pensei ser o caminho certo. Domínio próprio, design mais personalizado e um maior respeito por parte dos leitores, além da ligação do blog ao domínio da Forensepédia. Equívoco. Essas pseudo-vantagens só puderam agravar a crise, que no fundo se tratava de uma crise autoral, e não de uma crise do blog. Tudo ficou no primeiro plano, menos o principal: o conteúdo. Não em termos de interesse, porque pude escrever sobre temas muito empolgantes. Mas, sinceramente, começou a apitar o sinal da falta de personalidade. Começou um prenúncio de tranformação dos posts em sopa de tomate enlatada da pior marca possível.

Enquanto isso, a velha oficina (o Forense Contemporâneo me dá a ideia de oficina) ficava parada, sem nada de novo, e os seus frequentadores se frustrando a cada visita. Desse modo, uma força maior do que tudo começava a fazer o Forense Contempoâneo voltar, ser “desarquivado”, receber novos posts, continuar em seu endereço “oficinal” (com o “n” mesmo).

Resolvi, então, transferir os poucos posts do blog novo para cá. Ou, como diria Gilberto Freyre, eu “repatriei” os posts. Os posts fugidios. Como havia a proposta, no novo blog, de liberar o conteúdo sob licença livre, tais posts especificamente mantêm a licença, embora o Forense Contemporâneo em geral não se ligue a nenhum licenciamento livre. E, agora que estamos “desarquivados”, voltamos ao Forense Contemporâneo pós-crise.

Aos críticos, eu digo que tentei. Tentei lidar com domínio de blog próprio, e isso só me deu dor de cabeça. Não é o meu estilo. É por isso que volto com prazer a escrever no Forense Contemporâneo. E, desde já, aviso aos interessados que a Forensepédia continua. Claro que continua! A proposta lá é outra. É uma enciclopédia, e não um blog.

Quando se fala em blogs jurídicos, é importante gostar de escrever, para que os posts fluam e os autores e leitores fiquem felizes. O lugar em que eu mais gosto de escrever é no Forense Contemporâneo. Por isso, eu não podia deixar de voltar para cá.

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Gustavo D'Andrea é advogado especializado em Direito Digital, mestre em Ciências (Psicologia) pela FFCLRP-USP e doutor em Ciências (Enfermagem Psiquiátrica) pela EERP-USP. Mantém o blog Forense Contemporâneo desde 2005 e criou a Forensepédia.

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