Um carro na esquina

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Em Ribeirão Preto (SP), assim como em várias outras cidades brasileiras, uma parte das calçadas tem, nas esquinas, pequenas rampas de cimento para o acesso de pessoas com necessidade especiais, por exemplo aqueles que usam cadeiras de rodas, servindo também para outras finalidades, como para facilitar o acesso de pessoas que estão empurrando carrinhos de bebê.

Pois bem. Certa noite, eu passava por algumas ruas próximas à Avenida Independência, e havia bastante movimento, alguns bares cheios de gente e as ruas repletas de carros estacionados. Em uma esquina, estava estacionado um carro destes último tipo, brilhando sob as luzes dos postes. O carro estava estacionado muito próximo da esquina, tão próximo que a sua frente quase passava desta esquina.

O pior é que o carro estava estacionado praticamente em cima de uma daquelas rampas, mencionadas acima. Se uma pessoa usando cadeira de rodas tivesse que passar por ali, teria que dar uma volta pela rua, até encontrar um outro ponto pelo qual pudesse acessar a calçada.

Não pretendo discutir os meios de impedir ou punir comportamentos como o do dono do carro mencionado. Gostaria apenas de colocar uma pergunta: o que está acontecendo?

Na atualidade, questões como violência doméstica, maioridade penal e violência nas cidades, vêm sendo debatidas. São questões complexas que demandam a participação de todos, para que nos aproximemos mais das soluções e da paz social. Enquanto isso, um dono de um carro “sensacional” não consegue sequer respeitar o caminho de acesso às calçadas.

Nem sempre houve tais rampas, em Ribeirão Preto. A construção destas rampas foi um avanço. Mas, de que serve uma rampa, se tem um carro parado na frente dela? E não é um caso isolado. Parece que tem muita gente que acha mais importante assegurar uma mesa no restaurante, do que respeitar o direito dos outros.

E, falando em carros: nota zero para os comerciais de carros que incentivam a velocidade e a emoção desenfreada, quando deveriam destacar a segurança e a responsabilidade no trânsito.

1 COMMENT

  1. Gostei muito do documentário em tela, sobre a obstrução do acesso aos poratadores de deficiências. Entretanto, já observamos que, a humanidade luta para que sejamos mais compreensivos e tolerantes uns com os outros, mas vemos cada dia que passa, que fica cada vez mais distante esse objetivo. Para que tanta preocupação com aviolência, se só pensamos em nós mesmos?
    O individualismo é cada vez mais flagrante. As pessoas só se preocupam em criticar, mas esquecem de refletir sobre seu próprio comportamento.

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