Um pouco mais sobre acesso aberto

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Em inglês, acesso aberto se diz open access. Hoje esta idéia de acesso aberto está sendo muito divulgada e, sempre que se fala nela, lembro de duas empreitadas: o Linux (sistema operacional para computadores) e o Open Office (pacote de aplicativos para computadores, como editor de texto, editor de planilhas etc.).

Ontem, no texto “Biblioteca Digital Jurídica – BDJur e o acesso aberto“, notei que a BDJur é estruturada na base do acesso aberto e falei o seguinte:

“Entendo que o acesso aberto promove maior qualidade na pesquisa, porque possibilita que mais pessoas conheçam o que vem sendo estudado sobre diversos assuntos, e permite que mais pessoas possam pensar em novos desenvolvimentos em todas as áreas científicas. Não vejo prejuízos à autoria, porque esta continua preservada. Amplia-se a divulgação e o debate é enriquecido.”

Gostaria apenas de frisar que o acesso aberto promove maior qualidade na pesquisa (ampliando a divulgação e o debate), mas não garante esta qualidade. Além do fato de que não são todas as obras divulgadas em aberto (e os debates em torno delas) que terão qualidade, há, pelo menos, mais dois motivos para dizer que o acesso aberto não garante a qualidade na pesquisa (ou em outros tipos de obras): o primeiro é que nem todas as pesquisas serão divulgadas em aberto; o segundo é que nem todas as pesquisas divulgadas em aberto serão acessadas por pesquisadores.

Quanto ao primeiro motivo (o de que nem todas as pesquisas serão divulgadas em aberto), pode-se dizer que a divulgação da produção científica na base do acesso aberto depende, em primeiro lugar, do autor (ou autores) da pesquisa. Mesmo um autor que defenda a divulgação de pesquisas em aberto pode não querer divulgar desta forma suas pesquisas, ou algumas delas, preferindo a publicação, por exemplo, em revistas especializadas. É uma questão de escolha, e não podemos dizer que é melhor ou pior, mais certo ou menos certo, divulgar pesquisas (e outros tipos de obras) de uma ou outra forma, ou de várias formas ao mesmo tempo.

O segundo motivo (o de que nem todas as pesquisas divulgadas em aberto serão acessadas por pesquisadores) refere-se ao fato de que, para uma ampla divulgação de pesquisas é necessário muito mais do que “abrir” o acesso a elas. A organização do conteúdo (aberto ou não) é essencial para a divulgação. Pesquisas divulgadas na base do acesso aberto podem simplesmente não ser achadas por pesquisadores. De outro lado, divulgações abertas mais conhecidas podem acabar se destacando mais, o que não significa que as pesquisas que componham esta divulgação tenham mais qualidade ou sejam mais relevantes, para determinado tema, do que as pesquisas “difíceis de encontrar”. Neste ponto, o autor da pesquisa pode (e deve) preferir que divulgação de suas pesquisas seja feita em locais como periódicos especializados.

Deve-se lembrar que a publicação em periódicos especializados, que contam com editores que analisarão previamente as obras a serem publicadas, não significa necessariamente um publicação “fechada”. Um exemplo de publicação especializada que poderia ser dita “aberta”, ou seja, com conteúdo acessível a quem quiser acessá-lo, é a Revista Jurídica que pode ser lida no site da Presidência da República.

Em conclusão, o acesso aberto é uma idéia interessante, podendo contribuir na divulgação de pesquisas (e também de artigos, textos, imagens, vídeos etc.), mas é necessário que a divulgação seja bem estruturada. Além disso, o fato de uma obra não ser divulgada em aberto pelo próprio autor, que prefira a divulgação em publicações especializadas, não significa que o acesso não venha a ser “aberto”, o que vai depender da publicação onde a obra é divulgada. E ainda: pode-se dizer que o acesso aberto já existia antes que surgisse um movimento em sua promoção, quando a divulgação poderia ser “fechada” ou “aberta”, conforme o caso (o que, aliás, continua ocorrendo).

2 COMMENTS

  1. vitima da lei minha filha de 14 anos foi vitima da lei maria da penha minha es companheira tentou matala no caso a madrasta da minha filha eu o pai entrei em defesa da minha filha e levei uma facada no peito não morrendo segui em luta com a mesma até desarmala ela se machucou caimdo no chão eu tentava contela agarrandoa por isto ela ficou com varios ematomas no corpo e cortou a palma da mão porque quebrou a faca no meu peito fui salvo pelo botão do meu palitó tendo eu sofrido um corte de tres pontos no peito na altura do coração de vitima passei a culpado pela lei maria da penha fui espulso de minha casa juntamente com minha filha de quatorse anos eu ja tinha a casa quando junteime com a minha es mulher como me defendo desta lei pois disem que não ten jeito se eu tivesse morrido sera que ela iria presa disem que não porque a lei da maria da penha é para não aconteser isto isto é injusto com a minha filha e eu o pai gostari de ajuda obriga do pela atenção

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