Você já pensou em trabalhar com tecnologia aplicada à prática jurídica?

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O IDG Now! publicou matéria da Computerworld/EUA sobre seis habilidades desejáveis na área de tecnologia para 2010. Pensei, claro, no ótimo trabalho que muitos gestores de escritórios de advocacia estão fazendo, como consultores para a implementação e desenvolvimento da utilização da tecnologia nos escritórios jurídicos. Este é um trabalho de grande importância.

Quando li a matéria mencionada e pensei na gestão de escritórios de advocacia, surgiu a ideia de um novo tipo de profissional da área tecnológica relacionada ao direito: um jurista altamente qualificado, com profundos conhecimentos sobre direito e também sobre tecnologia, tudo isso concatenado com habilidades administrativas e organizacionais. Poderia este “cargo” ser chamado de engendrador (aquele que faz produzir, que faz criar).

A diferença desta função face à gestão de escritórios comum é que não se referiria a um profissional que analisasse e prestasse consultoria a escritórios de advocacia, mas sim um membro do escritório (não necessariamente contratado como advogado) que fizesse – evidentemente com o poder de fazer – com que o escritório se movimentar de forma mais eficaz, mais tecnológica, mais lógica, mais produtiva.

Duas vantagens de se colocar um engendrador dentro do escritório com poder para fazer mudanças estruturais: a) ele poderá ter acesso a informações mais sensíveis, que um gestor externo não poderia ter acesso, por escolha do próprio escrcitório; e b) ele ocupa uma função no escritório, e pode ser mais flexível por isso, sem que reversão de estratégias custem mais para ser realizadas, além do que o poder para implementar as mudanças exclui a possibilidade de um prejudicial aguardo eterno do “O.K.” (ou, pior, de um O.K. parcial) de algum superior.

Vale a pena se preparar. Quando os grandes e médios escritórios de advocacia resolverem contratar engendradores, eles vão buscar os mais talentosos juristas com conhecimentos tecnológicos.